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Brasil
16/07/2009 - 13h42

Duque diz não temer cobrança sobre isenção no caso Sarney porque opinião pública é volúvel

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

Um dia após ser eleito para comandar o Conselho de Ética do Senado, o senador Paulo Duque (PMDB-RJ), voltou a sinalizar pretende blindar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Duque disse que não teme ser cobrado para que atue com isenção porque a opinião pública é volúvel.

"A opinião publica é muito volúvel. Ela flutua e coloca até 100 mil pessoas no Maracanã para ver a Madona e outras 50 mil para assistir o Roberto Carlos. Quem faz a opinião pública são os jornais e eles estão acabando", disse.

Joedson Alves/Folha Imagem
Paulo Duque é eleito presidente do conselho que vai analisar denúncias contra Sarney
Paulo Duque é eleito presidente do conselho que vai analisar denúncias contra Sarney

Duque que é segundo suplente do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) --chegou ao Senado sem um único voto-- tentou minimizar as acusações contra Sarney afirmando que elas fazem parte do cotidiano da política. "Nomeação política, por exemplo, existe desde que Brasil é Brasil. Pero Vaz de Caminha pediu emprego para o primo", afirmou.

Como presidente do conselho, ele pode arquivar sumariamente as três denúncias e a representação do PSOL que pedem a cassação do mandato de Sarney.

Questionado sobre as denúncias contra o presidente do Senado, Duque disse que vai analisar, mas atacou o PSOL. "É um partido pequeno que ainda não existe, como o PT já foi um dia. Talvez cresça", disse.

Em entrevista para a Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL), Duque disse que para julgar Sarney por quebra de decoro é preciso uma acusação "seriíssima". Não é o caso, disse ele, dos atos secretos que considera uma "grande bobagem", algo "inventado por alguém".

Para Duque, também não é o caso de haver julgamento por causa da contratação de parentes. "[Sarney] prestou muitos serviços ao país. Ficarem vasculhando a vida dele porque nomeou um neto é bobagem." Como presidente do conselho, ele pode arquivar sumariamente as três denúncias e a representação que pedem a cassação do mandato de Sarney.

A oposição já se movimenta para pedir a saída de Duque do comando do Conselho de Ética. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), disse hoje que o peemedebista desrespeitou o regimento do colegiado ao minimizar as denúncias por quebra de decoro parlamentar contra o presidente do Senado.

Para o tucano, Duque antecipou seu voto. "O presidente Paulo Duque tem que se acostumar a não dizer bobagens. É o caso de pedir a substituição dele, alguém que está dizendo, como juiz, que antes de ler já julga que é tolice o que vai ser julgado não é talvez o juiz mais isento."

Ao todo, Sarney enfrenta três denúncias e uma representação no Conselho de Ética. Ele foi denunciado por causa da edição dos atos secretos e também pela suspeita de ter usado o cargo para interferir a favor da fundação que leva seu nome e por favorecer um neto que mantinha negócios com Senado. Virgílio prometeu nesta quinta-feira apresentar mais uma denúncia contra o peemedebista pela acusação de que teve participação direta na edição dos atos secretos.

Duque foi escolhido pelo líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), para ser o nome governista na disputa pelo comando do colegiado. Renan rejeitou a indicação do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), nome defendido pelo PT. Após a eleição, o líder petista, Aloizio Mercadante (SP), disse que o PMDB assumia a responsabilidade pela indicação de Duque.

Para os aliados de Sarney, com Duque no comando do conselho fica mais fácil controlar as ações contra o presidente do Senado que só devem ser analisadas em agosto, após a volta do recesso parlamentar.

"Se lixa"

Ao ironizar o impacto a possível cobrança da opinião pública, Duque segue a linha do deputado Sérgio Moraes (PTB-RS). No início do ano, Moraes ficou conhecido ao dizer que "se lixava" para a opinião pública.

Ele foi o primeiro relator do processo de cassação aberto contra o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG), conhecido pelo castelo de R$ 25 milhões.

Moraes foi afastado do cargo depois de antecipar a intenção de sugerir a absolvição de Edmar em seu parecer. Questionado sobre o episódio, na época, ele disse que se lixava para a opinião pública.

Com Folha de S.Paulo

Comentários dos leitores
Domingos Aparecido (140) 29/11/2009 11h59
Domingos Aparecido (140) 29/11/2009 11h59
PREVISÕES PARA 2010
O famoso guru Chibóca, divulgou suas previsões para 2010.
NO ESPORTE:
*** O Brasil vai ser Exacampeão de futebol;
*** Kaká vai ser eleito o melhor jogador do mundo:
*** O Corinthians vai ser Campeão Mundial Interclubes.
NA POLÍTICA:
*** Uma mulher vai ser presidente do Brasil;
*** Vai aparecer tantos escândalos que esse do Arruda é coisa miúda;
*** 70% dos atuais políticos serão reeleitos.
NA SAÚDE:
*** A DENGUE vem com tudo, vai faltar dinheiro e o PSDB e DEMo vão se lamentar por ter feito campanha contra a CPMF o único imposto INSONEGÁVEL;
*** Os hospitais públicos vão continuar com gente nas macas e nos corredores.
TRIBUTÁRIO:
*** Vai aumentar os "laranjas";
*** Serão sonegados mais de 200 bilhões de reais conforme foi em 2009 (segundo o ex-presidente da Receita);
*** A burocracia vai consumir mais de 70 bilhões;
*** O judiciário receberá mais de 70 mil ações de contestações para não pagar tributos.
NO SOCIAL:
*** O número de miseráveis morando em cortiços vai diminuir de 20 milhões, para 19 milhões.
*** No Índice de Desenvolvimento Humano (ONU) ocuparemos o 69 lugar, atrás da Argentina,Cuba e Uruguai.
Enquanto isso... Veja o que diz as Escrituras Sagradas: 1Co 4:8 - Já estais fartos! já estais ricos! sem nós reinais! e quisera reinásseis para que também nós viéssemos a reinar convosco!
Maranata.
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eduardo braga (38) 28/11/2009 10h54
eduardo braga (38) 28/11/2009 10h54
Mudando de assunto: em que ficou a reforma política? Enquanto permanecer esse sistema político
que aí está não haverá ORDEM E PROGRESSO para o povo brasileiro.Teremos cada vez mais impostos escorchantes, baderna generalizada nos poderes públicos, ausência calamitosa de justiça, e tudo o mais que não presta mas agrada a natureza canalha dos políticos, lobistas, marketeiros e suas
cortes (asseclas).
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Alziro Ribeiro da Silva (41) 28/11/2009 08h57
Alziro Ribeiro da Silva (41) 28/11/2009 08h57
O nosso povo gosta mesmo de tirar sarro, não acham? se é pobre é porque ficam horas nos pronto socorros e ricos como Sarney porque teve mordomias, esse é nosso BRASIL AMADO!!!! 1 opinião
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