Brasil
16/07/2009 - 18h33

Yeda se diz indignada com manifestação em frente à sua casa

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da Folha Online

Atualizado em 17/07/2009 às 09h39.

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), disse nesta quinta-feira indignada com a manifestação em frente à sua casa. O protesto terminou com seis pessoas detidas por desacato à autoridade e tentativa de invasão.

A manifestação pedia o impeachment da tucana, que enfrenta uma crise no seu governo. Ela condenou a atitude hostil contra a vida privada de um governante. "Meus netos foram proibidos de ir à escola, ter aula e fazer suas últimas provas. Eles se depararam com um ato selvagem e criminoso", afirmou.

Yeda disse estar tranquila, pois batalhou e teve o voto popular para governar o Rio Grande do Sul. Segundo ela, sua gestão trouxe benefícios aos gaúchos e o Estado está entregando os frutos do ajuste das contas públicas. "O ato foi uma demonstração inadequada e covarde em nome de falsas demandas corporativas."

A governadora e integrantes de seu governo são acusados de desvio de dinheiro no Detran-RS, fraude em licitações, além de caixa dois na campanha eleitoral de 2006.

Entre os detidos estava a vereadora de Porto Alegre Fernanda Melchionna (PSOL) e a presidente do Cpers (Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul), Rejane Oliveira. Todos foram liberados por volta das 12h30.

A vereadora comparou o episódio ao período da ditadura militar, pois disse que foi presa sem motivo. "Fui [presa], independentemente de não ter nenhum argumento para me prenderem", disse Melchionna, que pretende entrar uma ocorrência contra os policiais por abuso de autoridade. "Houve violência", afirmou.

A reportagem procurou a Brigada Militar, que não se manifestou sobre o caso. A presidente do Cepers não foi localizada para comentar o assunto.

O protesto começou por volta das 7h e durou cerca de duas horas. Os manifestantes levaram um contêiner semelhante ao usado nas "escolas de latas" do Estado e gritavam palavras de ordem. Cerca de 200 pessoas participaram do ato, a maioria professores, sindicalistas e estudantes.

A governadora reagiu ao protesto e discutiu com os manifestantes. Em resposta aos ataques, a tucana apresentou um cartaz escrito à mão: "Vocês não são professores. Torturam crianças. Abram alas que minhas crianças têm aula".

A Brigada Militar foi acionada e policiais do Batalhão de Operações Especiais foram até o local. Segundo os organizadores do ato, os policiais retiraram os manifestantes da frente da casa da governadora --localizada em bairro nobre de Porto Alegre, que continuaram o protesto numa distância de 50 metros. Já no final da manifestação, as seis pessoas foram detidas.

Os manifestantes decidiram fazer o protesto em frente à casa da governadora porque o imóvel é suspeito de ter sido comprado com dinheiro de caixa dois da campanha eleitoral de 2006.

Palácio Piratini

Após a manifestação em frente à casa de Yeda, os manifestantes continuaram o protesto em frente ao Palácio Piratini, sede do governo gaúcho. Segundo os organizadores, cerca de 500 pessoas participaram do ato contra a governadora.

Os manifestantes soltaram 1.000 balões pretos em sinal de luto pela situação do governo gaúcho.

Arte/Folha
Comentários dos leitores
O Pacificador (38) 06/11/2009 16h36
O Pacificador (38) 06/11/2009 16h36
Estou muito curioso para saber se o povo gaucho, cairá no golpe armado contra Yeda.
É desproporcional, a força com que estão querendo minar o governo dela.
O engraçado, é que são os mesmos grupos e partidos que antes governaram o Estado, e motivaram a saída de centenas de empresas de lá.
Por pura instabilidade economica e falta de visão estratégica.
São os mesmos!
E querem a boquinha de volta.
Será que os gaúchos caíram neste golpe?
Para o bem deles, tomara que não.
sem opinião
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ALBERTO RUIZ (74) 06/11/2009 14h50
ALBERTO RUIZ (74) 06/11/2009 14h50
É a politica do toma lá dá cá. Ô País. Vou-me embora pra Passargada porque lá tbem vou ser rei. sem opinião
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Marcelo Moreto (164) 06/11/2009 13h17
Marcelo Moreto (164) 06/11/2009 13h17
... mas que pampa é essa que eu recebo agora, com a missão de cultivar raízes, se dessa pampa que me fala a história, não me deixaram nem sequer matizes, passam as mãos da minha geração, heranças feitas de fortunas rotas, campos desertos que não geram pão, onde a ganância anda de rédeas soltas... sem opinião
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