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Brasil
23/07/2009 - 11h00

Justiça paralisa ação sobre ex-deputado Greenhalgh

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da Folha de S.Paulo

A juíza Maria de Fátima Paula Pessoa Costa, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, trancou o inquérito aberto pela Polícia Federal de Brasília no ano passado para investigar o advogado e ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP).

Acionada por um deputado federal, a PF queria apurar o episódio em que Greenhalgh, então contratado pelo banqueiro Daniel Dantas, trocou telefonemas --interceptados com ordem judicial pela Operação Satiagraha-- com o chefe do Gabinete Pessoal do presidente Lula, Gilberto Carvalho.

Nas ligações, Greenhalgh pedia informações sobre suposta atuação da PF e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) contra um executivo ligado ao banqueiro, Humberto Braz --que meses depois foi condenado em São Paulo por corrupção ativa.

A juíza acolheu pedido do advogado de Greenhalgh, José Roberto Batochio, que atua em nome da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Ela não viu "justa causa" no prosseguimento do inquérito.

"Não se vislumbra, sequer em tese, nenhuma ilicitude na conduta do sr. Gilberto Carvalho, impossível é caracterizar como ilícita ou de algum modo típica a mera indagação anteriormente feita pelo paciente [Greenhalgh]", escreveu a juíza, que viu também "impossibilidade jurídica da ocorrência do delito" previsto no artigo 325 do Código Penal, que trata da violação do sigilo funcional. Cabe recurso do Ministério Público Federal do Distrito Federal.

O inquérito de Brasília não se confunde com a nova apuração, que deverá tratar dos mesmos fatos, a ser aberta em São Paulo por ordem judicial.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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