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Brasil
25/07/2009 - 08h28

"Tenho provas de que dinheiro da BrT bancou a Satiagraha", diz Daniel Dantas

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da Folha Online

O banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity, condenado por corrupção e acusado de crimes financeiros investigados na Operação Satiagraha, afirmou, em entrevista à Folha (íntegra do texto restrita para assinantes do jornal e do UOL), ter provas de que a empresa de telefonia Brasil Telecom subornou congressistas da base aliada do governo para que ele fosse relacionado no relatório da CPI dos Correios, em 2005, e de que a empresa financiou a Satiagraha.

"Tenho informações e provas de que tem dinheiro da Brasil Telecom alimentando a Operação Satiagraha. Tenho também informações de que a Brasil Telecom andou pagando congressistas para me incluir no relatório da CPI [dos Correios], pedindo meu indiciamento pelo financiamento do mensalão", disse Dantas à Folha, que afirmou ainda apresentar as provas em "momento adequado".

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Recusando-se a citar nome de congressistas que teriam recebido dinheiro da empresa de telefonia, Dantas disse que recebeu informações de que um homem de confiança de Luiz Gushiken (então no comando da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica) trabalhava no Banco do Brasil e fazia caixa de campanha, mas "que na verdade grampeava telefones".

Dantas montou o CVC Opportunity com recursos do Citigroup e atraiu fundos de pensão e a Telecom Italia. No leilão da Telebrás, comprou a Tele Centro Sul (Brasil Telecom), mas entrou em choque com os sócios.

Em 2005, o Citigroup afastou o Opportunity da gestão do CVC Opportunity (que controlava BrT, Telemig Celular, Amazônia Celular e o Metrô do Rio), e Dantas perdeu o controle das empresas.

Ele também foi indiciado em inquérito da Polícia Federal sobre a espionagem contra a Telecom Italia. As investigações levaram à Operação Satiagraha, em 2008. Dantas chegou a ser preso duas vezes e foi condenado a dez anos de prisão, em primeira instância, acusado de corromper um delegado da PF, o que ele nega.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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