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30/07/2009 - 14h42

Lula diz que ainda não recebeu pedido de Sarney para conversar sobre Senado

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GABRIELA MANZINI
da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira que a permanência do senador José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado é um problema que os parlamentares devem resolver após o recesso.

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"Não é um problema meu [a permanência de Sarney]. Eu não votei para eleger Sarney presidente do Senado nem votei para ele ser senador do Maranhão [Sarney é senador pelo Amapá]. Também não votei no [Michel] Temer [PMDB-SP para a Câmara] nem no [senador] Arthur Virgílio [PSDB-AM]. Não votei para ninguém. Eu votei para os senadores de São Paulo. E somente o Senado que o elegeu é que pode dizer", afirmou o presidente, em São Paulo.

Lula disse que ainda não há nenhum pedido de Sarney para conversar sobre seu futuro político e a possível renúncia da presidência do Senado. Reportagem publicada hoje na Folha informa que Sarney vai decidir seu futuro numa conversa pessoal com o presidente na próxima semana.

Segundo a reportagem, Lula e Sarney se falaram nos últimos dias por telefone. O presidente da República insistiu em pedir que o senador não renuncie ao comando do Senado. O peemedebista disse que seu desejo é resistir, mas que para isso precisa de apoio.

"Não há nenhum pedido de conversa com o presidente Sarney. Ele e o presidente da Câmara [Michel Temer], na hora que pedirem para falar comigo, terão uma conversa comigo", afirmou Lula.

O presidente disse ainda que não pode interferir nos trabalhos do Congresso nem na crise do Senado. Porém, admitiu que os problemas no Poder Legislativo podem atrasar a votação de projetos importantes para o país.

Ele afirmou ainda que espera que os senadores se reúnam com "cabeça fria" após o recesso para normalizar a situação.

"O Senado e a Câmara têm autonomia em relação ao Executivo. Todo mundo sabe que a paralisia do Legislativo pode criar problemas para o país, que projetos importantes podem ser retardados. Tudo o que espero é que o Congresso, agora, com a cabeça fria depois de dez dias de férias para todo mundo, que se reúnam como adultos que são todos, com mais de 35 anos de idade, e decidam normalizar a atuação do Senado. Mais do que isso eu não posso pedir", afirmou.

Comentários dos leitores
Freddy Grandke (250) 02/02/2010 10h27
Freddy Grandke (250) 02/02/2010 10h27
"servidores que ameaçam recorrer à Justiça contra a implantação do novo sistema por meio do Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas da União)".
Quer dizer que apesar de ser funcionário "público" eles não querem estar sob controle. Demitam todos e ai eles vão ver como era bom ser funcionário público.
sem opinião
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Washington Marques (129) 02/02/2010 09h57
Washington Marques (129) 02/02/2010 09h57
A Galera que vai trabalhar na campanha dos senadores para a releição ficaram fora do ponto eletronico. No Senado Federal, quanto maior o cargo do funcionário e do Senador, é que a fiscalização tem que ser maior, uma vez que na rede da tranbicagem peixe pequeno não entra. sem opinião
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Plinio Vieira Soares (2) 01/02/2010 22h54
Plinio Vieira Soares (2) 01/02/2010 22h54
É lamentavel que o ex presidente Jose Sarney nao tenha o menor apesso pela sua biografia; Um politico sem carisma, que para se manter no poder negociou com todos os governos possiveis e aceitou as maiores torpezas podia ao menos na velhice respeitar o papel de homem da transiçao democratica e nao terminar assim como uma das maiores vergonhas da classe politica.
Esta promessa de ponto eletronicao é como a de reforma administrativa no Senado, se o Senado fosse uma empresa ja teria quebrado, sua eficiencia é vergonha para os cidadãos.
Se nosso sistema politico exigisse um numero minimo de votos sem os quais nao se elegeriam um politico poderiamos ter uma camara com 500, ou com 400, ou 300 ou 200 representaantes.
O ex presidente deveria se retirar para Ilha do Calhau e rezar para que o país o esquecesse.
sem opinião
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