Sarney descarta renúncia e diz estar com "espírito muito bom"
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), negou nesta segunda-feira que esteja disposto a se afastar do comando da Casa. Questionado se sofria pressões do filho, o empresário Fernando Sarney, para deixar o cargo, o peemedebista disse que "isso não existe".
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"Estou com um espírito muito bom. Nunca deixei de estar confiante. Isso [renúncia] não existe", disse Sarney em uma rápida entrevista ao deixar o plenário do Senado.
O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), reiterou que Sarney não pretende se afastar do comando da Casa. "Isso [renúncia] nunca existiu. O Sarney está disposto, está firmíssimo para enfrentar todas as denúncias, tomou providências", disse Renan.
Em meio aos boatos de que pretende renunciar ao cargo, Sarney comandou o início da sessão plenária desta segunda-feira. Ele chegou quase 30 minutos atrasado e escalou seus principais aliados para estarem no plenário --como Renan e o senador Wellington Salgado (PMDB-MG).
Entre os senadores que discursaram, mas não fizeram menção à crise na instituição, estão Fernando Collor (PTB-AL), Paulo Paim (PT-RS) e o líder da minoria, Mario Couto (PSDB-PA) --que não trataram da crise.
O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), também está no plenário, mas não falou. Sarney deixou o plenário antes que qualquer adversário político fizesse discursos cobrando o seu afastamento do cargo. Virgílio sentou atrás de Renan --que promete entregar representações contra o tucano no Conselho de Ética em resposta às denúncias que Virgílio fez no colegiado contra Sarney. Apesar de estarem próximos, Virgílio e Renan não se cumprimentaram.
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que aí está não haverá ORDEM E PROGRESSO para o povo brasileiro.Teremos cada vez mais impostos escorchantes, baderna generalizada nos poderes públicos, ausência calamitosa de justiça, e tudo o mais que não presta mas agrada a natureza canalha dos políticos, lobistas, marketeiros e suas
cortes (asseclas).
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Decididamente os pulhas travestidos de políticos abrigados em todos os partidos da nau há muito não se intimidam ou mesmo se acanham ao serem pegos em escutas e gravações onde o tema em questão seja peculato e corrupção.
A falta de vergonha e desfaçatez que envolve os dissolutos políticos de norte a sul é algo que já virou tão constante e corriqueiro que tais práticas hediondas já fazem parte de nosso "bom convívio" onde prevaricar e assaltar o erário se tornaram atos cotidianos.
Pois quantas vezes nesses últimos anos os escândalos oriundos desses imundos murídeos (vulgo mandatários do povo) nos contemplam com "maravilhas" que nos deixam boquiaberto?
De certo que a coisa torpe e licenciosa se tornou bem mais republicana e democrática quando o presidente de nós todos minimiza os deslizes argüindo: como "erros administrativos"
Onde os escândalos do mensalão, cartão corporativos, Sarney e prole, Renan e amantes,
Delúbio rindo e nos tomando por meros otários e tantos outros mais.
E prá fechar o ano com chave de ouro, Brasília reduto e abrigo de todos os sanguessugas da união nos contempla com mais uma bagatela de aberração.
Onde o governador do DF José Roberto Arruda (DEM) que fora duramente desnudado pela PF onde fazia parte de verdadeira orgia e sangria com todas as provas contra si, faz como todos - e alega "eu não sabia DI NADA"
Pergunto, quantas vezes sentiremos vergonha de sermos esbulhados brasileiros?
Spencer
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