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Brasil
03/08/2009 - 19h54

Filho de Sarney diz que foi à Justiça para preservar sua intimidade como cidadão

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), divulgou nota nesta segunda-feira na qual afirma que recorreu à Justiça para impedir que o jornal "O Estado de S. Paulo" divulgue gravações da Polícia Federal que envolvem o seu nome para preservar a sua intimidade como cidadão. O empresário negou, na nota, que o seu objetivo seja censurar o jornal, mas se disse vítima de "violência" e "injustiça".

Veja a íntegra da nota divulgada por Fernando Sarney

"Como empresário da área de Comunicação, com atuação permanente no setor há quase 30 anos, sempre defendi a liberdade de imprensa e a livre manifestação de opinião, e jamais promoveria ou apoiaria qualquer iniciativa que pudesse ser interpretada como censura", disse.

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Fernando Sarney afirma, porém, que a decisão de proibir a divulgação das gravações "simplesmente exige o respeito a garantias constitucionais inerentes a todo cidadão: intimidade, privacidade, honra e imagem". Na opinião do empresário, a imprensa divulgou no episódio "ilicitamente informações sob sigilo expressamente imposto" pelo Poder Judiciário.

"Ao recorrer à Justiça contra o que considero uma injustiça e uma violência contra mim e a minha família, apenas defendi direitos que me são assegurados pela Constituição. Considerar o uso de um direito legítimo como uma maneira de impor censura à imprensa não passa de tentativa de distorcer os fatos", afirma o empresário na nota.

Censura

Na semana passada, o desembargador Dácio Vieira, do TJ-DF (Tribunal de Justiça) do Distrito Federal, acatou o pedido de Fernando Sarney e impediu a publicação de reportagens que contenham informações resultantes da Operação Boi Barrica pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

A investigação da PF envolve o empresário e corre sob segredo de Justiça. Se não respeitar a decisão --que não foi divulgada por também ser sigilosa--, o jornal será punido com multa de R$ 150 mil por cada reportagem publicada.

O inquérito que resultou na operação foi instaurado em fevereiro de 2007, a partir de uma comunicação feita pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que detectou movimentações atípicas no valor de R$ 3,5 milhões realizadas por Fernando e empresas da família, às vésperas da eleição de 2006. A suspeita era de caixa dois na campanha de Roseana ao governo, o que os filhos de Sarney negam.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (765) 13/12/2009 10h51
Igor Bevilaqua (765) 13/12/2009 10h51
Caro Sr José Sarney..., para você e sua família a decisão do "stf", dessa vez deve ser respeitada porque encobre todas as falcatruas e maracutaias que o "ESTADÃO" poderia estar divulgando, envolvendo gente de sua família..., como sabemos "TODOS", os seus familiares vivem "MAMANDO" nas tetas públicas..., vivendo das mordomias que a máquina pública oferece aos corruptos..., não só eles como também namorados e namoradas e amigos e etc..., só o Sr e seus familiares acham que a decisão do desacreditado "stf" tem que ser respeitada..., o "RESTO DO PAÍS", tem opinião contrária..., ou seja..., esse tribunal não tem a "PALAVRA MOR", como era de se esperar..., está totalmente desacreditado pela sua insistente eficiência em livrar a cara de corruptos e bandidos..., todos os corruptos e bandidos, quando o cinto aperta, procuram amparo, proteção e suporte no "stf", e são "PRONTAMENTE ATENDIDOS"..., com o Sr e sua prole, não foge à regra..., esse é um dos casos mais "DESCARADOS" de censura a favor de corrupção.
Ps: E os documentos da Satiagraha...???, será que já estão nas mãos dos advogados do Oportunity...???, é só uma questão de tempo..., o Ministro Joaquim Barbosa poderia ficar atento a esse caso, que caminha para o arquivamento ou engavetamento..., tanto faz..., o final é uma reta só..., já faz muito tempo que é assim.
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Saulo Mundim Lenza (668) 12/12/2009 09h44
Saulo Mundim Lenza (668) 12/12/2009 09h44
Pois é minha gente, mas vocês se esquecem que a PTzada, para se manter lá na ilha da fantasia, precisa do apoio do cangaceiro Sarney.
Logo, ele manda mesmo e não pede.
Apoia o Lula em troca de receber favores.
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Luís da Velosa (1466) 12/12/2009 07h31
Luís da Velosa (1466) 12/12/2009 07h31
Devemos respeitar e cumprir as decisões do Supremo, mas, jamais no que for impossível. "Ninguém está obrigado ao impossível." E será sempre um impossível amordaçarmos a Imprensa, sob pena de não alcançarmos a plenitude do que almejamos sob lutas, lágrimas, muito sangue, mortes de entes queridos, etc., o Estado democrático de direito no Brasil, mesmo quando, ainda, como se vê, sofremos lancinante golpe do guardião da Constituição. Não devemos acariciar condutas que ferem e tentam esfarrapar a democracia, seja de quem for. Comungo com o pensamento, sempre lúcido e consequente, do professor, ministro do STF, CARLOS AYRES BRITTO. 1 opinião
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