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Brasil
04/08/2009 - 20h51

CNJ mantém liminar que suspende julgamento de processo contra juiz Ali Mazloum

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da Agência Brasil

O plenário do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) confirmou nesta terça-feira, por 9 votos a 3, a liminar do conselheiro Marcelo Nobre, concedida no dia 23 de junho, que suspendeu o julgamento do processo disciplinar contra o juiz federal Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal Federal em São Paulo, que corre no TRF-3 (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região.

Assim, os desembargadores do TRF-3 não poderão retomar o julgamento do caso até que as informações pedidas pelo conselheiro cheguem ao CNJ.

Mazloum é responsável pelo processo que trata de supostos vazamentos de informação praticados pelo delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz no curso da Operação Satiagraha. No dia 27 de julho o juiz negou pedido feito do Ministério Público Federal e manteve o recebimento da denúncia contra o delegado e contra o agente Amadeu Ranieri, acusados de violação de sigilo funcional e de fraude processual.

O processo contra o juiz foi aberto em 2005, depois de ele conceder, após as 19h, uma liminar em habeas corpus para adiar o julgamento de um médico pelo Conselho Regional de Medicina, que ocorreria às 8h30 do dia seguinte. Mazloum foi acusado de ofensa ao Artigo 35 da Lei Orgânica da Magistratura, que trata de direitos e deveres dos magistrados.

No TRF-3, já há cinco votos a favor da punição a Mazloum. Se for condenado, o juiz pode ser removido para comarca no interior de São Paulo ou para Mato Grosso do Sul. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista da desembargadora Suzana de Camargo.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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