Brasil
07/05/2004 - 14h08

PT afasta Paulo Paim da comissão do salário mínimo

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da Folha Online

Defensor de um salário mínimo de US$ 100, o vice-presidente do Senado, Paulo Paim (PT-RS), foi excluído pelo PT da comissão mista encarregada de examinar a medida provisória que fixou o mínimo em R$ 260.

Segundo relato de Paim, ele foi informado do afastamento pelo presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), ontem à noite. Em seguida, procurou a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), que lhe disse ter seguido orientação da direção do partido para substituir qualquer congressista contrário ao mínimo de R$ 260 da comissão.

Afirmando ser hoje um senador movido "mais por convicções pessoais, de uma atuação de 18 anos, do que partidárias", Paim disse hoje que votará contra o mínimo de R$ 260 e que não teme punições da direção do partido.

"Votarei contra qualquer projeto que venha para o Congresso que não garanta o mesmo percentual para os trabalhadores e para os aposentados e pensionistas", disse.

"Nem que eu saia, ou tenha que sair, por outro motivo, ou seja expulso [do PT], eu continuo vice-presidente do Senado até 1º de fevereiro (de 2005) e, se isso vale para a vice-presidência do Senado, vale para a vice-presidência da comissão", completou.

Em São Paulo, o ministro de Coordenação Política, Aldo Rebelo, afirmou que "o governo não tem força para indicar os membros das comissões especiais da Câmara e do Senado". "Isso é feito pelos líderes dos partidos da base. O governo não orientou nem desorientou a indicação dos membros porque os partidos da base sempre fizeram isso com autonomia."

A comissão do mínimo foi criada na última quarta-feira após um descuido do governo. O presidente e o relator são da oposição: o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e o deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ), na ordem. Paulo Paim era o vice-presidente.
 

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