Collor defende Sarney e responsabiliza a mídia pelo agravamento da crise no Senado
CHRISTIAN BAINES
colaboração para a Folha Online, em Brasília
O senador e ex-presidente da República Fernando Collor de Mello (PTB-AL) saiu em defesa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e responsabilizou a mídia pelo agravamento da crise na Casa.
"A mídia não conseguirá consagrar seu intento. Não fará com que essa Casa se agache diante dela. (...) Peço à nação brasileira que faça uma reflexão, veja onde está a verdade e onde está a mentira. Não se deixem levar somente pelo lide da matéria. Não se deixem levar pelos títulos das matérias. Procurem se aprofundar um pouco mais", pediu o senador.
O senador também procurou amenizar a discussão que teve com o senador Pedro Simon (PMDB-RS) na semana passada. Na ocasião, ele pediu para que seu colega engolisse suas palavras e as digerisse como achasse conveniente antes de mencionar o seu nome.
Hoje, relativizou o termo e disse que todo ser humano "engole" e "digere". São duas ações fisiológicas do corpo, segundo ele.
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Collor ainda lembrou os tempos em que foi alvo de investigações na Presidência da República e afirmou que não deseja que qualquer parlamentar passe por algo parecido.
"Nos idos de 1992, a minha saída teve como patrocinador o partido do atual presidente da República e contou com a simpatia do partido de Sarney. (...) Não desejo isso a ninguém. Nem mesmo àqueles que nos idos de 1992, estavam contra mim", disse.
Simon voltou a pedir a saída de Sarney em plenário e criticou o arquivamento das acusações contra o presidente da Casa no Conselho de Ética. Ele classificou a reunião do colegiado como "triste". "Pelo menos finja, pelo menos faça o ritual. (...) Não. Pura e simplesmente arquiva-se", disse.
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