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13/08/2009 - 17h36

Estudantes são detidos após protestarem contra Sarney no Senado

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Cerca de dez estudantes contrários à permanência do senador José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado foram detidos nesta quinta-feira pela Polícia Legislativa da Casa ao realizarem protestos dentro da instituição contra o peemedebista.

Com gritos de "Fora Sarney", os estudantes iniciaram o protesto mas acabaram agredidos pelos policiais no momento em que levantaram folhas de papéis com os mesmos dizeres.

O diretor da Polícia Legislativa, Pedro Araújo, deteve os estudantes com o argumento de que cometeram o crime de perturbação da ordem, uma vez que o Senado não permite manifestação contra ou a favor dos parlamentares.

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Irritados com a conduta dos policiais, os estudantes afirmaram que foram agredidos desnecessariamente porque realizavam um protesto pacífico. "Polícia é para ladrão, para estudante não", disse um dos estudantes.

O grupo, coordenado por Rodrigo Grassi, integra o Cima (Coletivo Independente de Manifestação e Ativismo). Há dois dias, o mesmo grupo tentou entrar no Senado para entregar 11 pizzas ao presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), que arquivou 11 processos contra Sarney.

Hoje, os estudantes voltaram a criticar a postura de Duque. "O presidente do Conselho de Ética é um pizzaiolo. A gente quer essa casa limpa. Não é apenas o Sarney que tem que cair. Esse é mais um dos nossos atos secretos populares para que a gente possa se manifestar", disse Grassi.

Para entrar no Congresso, os estudantes se dividiram em entradas distintas para não chamar a atenção dos policiais. Como foram detidos, os estudantes foram conduzidos a uma espécie de delegacia da Polícia Legislativa, onde prestam depoimentos.

Comentários dos leitores
Freddy Grandke (250) 02/02/2010 10h27
Freddy Grandke (250) 02/02/2010 10h27
"servidores que ameaçam recorrer à Justiça contra a implantação do novo sistema por meio do Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas da União)".
Quer dizer que apesar de ser funcionário "público" eles não querem estar sob controle. Demitam todos e ai eles vão ver como era bom ser funcionário público.
sem opinião
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Washington Marques (129) 02/02/2010 09h57
Washington Marques (129) 02/02/2010 09h57
A Galera que vai trabalhar na campanha dos senadores para a releição ficaram fora do ponto eletronico. No Senado Federal, quanto maior o cargo do funcionário e do Senador, é que a fiscalização tem que ser maior, uma vez que na rede da tranbicagem peixe pequeno não entra. sem opinião
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Plinio Vieira Soares (2) 01/02/2010 22h54
Plinio Vieira Soares (2) 01/02/2010 22h54
É lamentavel que o ex presidente Jose Sarney nao tenha o menor apesso pela sua biografia; Um politico sem carisma, que para se manter no poder negociou com todos os governos possiveis e aceitou as maiores torpezas podia ao menos na velhice respeitar o papel de homem da transiçao democratica e nao terminar assim como uma das maiores vergonhas da classe politica.
Esta promessa de ponto eletronicao é como a de reforma administrativa no Senado, se o Senado fosse uma empresa ja teria quebrado, sua eficiencia é vergonha para os cidadãos.
Se nosso sistema politico exigisse um numero minimo de votos sem os quais nao se elegeriam um politico poderiamos ter uma camara com 500, ou com 400, ou 300 ou 200 representaantes.
O ex presidente deveria se retirar para Ilha do Calhau e rezar para que o país o esquecesse.
sem opinião
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