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Brasil
21/08/2009 - 13h33

Recuo de Mercadante pode enfraquecer sua atuação política no Senado

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GABRIELA GUERREIRO
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O recuo do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) de renunciar à liderança do PT no Senado pode enfraquecer a sua atuação política dentro da Casa Legislativa.

A avaliação é de um grupo de senadores que acredita na redução de força política do líder depois que ele criticou publicamente a permanência do senador José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado --mas acabou por atender um pedido do presidente Luiz Inácio Lula Silva e do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), que orientaram o PT a votar pró-Sarney no Conselho de Ética.

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O próprio senador admitiu, no discurso em que anunciou sua decisão, que perdeu parte de sua interlocução dentro do Senado depois do episódio que resultou no arquivamento dos processos contra Sarney.

"Eu disse à bancada [do PT] e pensei comigo: eu perdi uma certa condição de interlocução política nesta Casa, por exemplo com o presidente Sarney. É evidente. É muito mais difícil ser líder nessas condições, depois de uma crise como essa", afirmou.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que Mercadante errou ao não ter se mantido firme na decisão de se afastar da liderança.

"Ele fica insignificante para o Senado. Foi o maior erro que ele cometeu. Ele poderia ser o reformador do PT, mas trocou essa oportunidade para continuar como líder de uma aliança do PT com Sarney, Renan [Calheiros] e [Fernando] Collor. Agora, ele fica sem a menor chance de contestação e terá como papel de líder ser o fiador dessa aliança", afirmou.

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) disse que foi "péssimo" para Mercadante recuar de sua decisão. Na opinião do peemedebista, o senador voltou atrás ao ser pressionado explicitamente pelo Palácio do Planalto.

"Eu não discuto a sinceridade dele, mas ele foi desautorizado pelo Planalto. Em uma situação de descrédito generalizado que existe hoje no país, as idas e vindas do Mercadante não contribuem", disse Jarbas.

O peemedebista afirmou que a imagem de Mercadante ficará arranhada dentro do Senado. "Mostra que o presidente Lula continua acima das instituições. Não vejo o episódio de forma positiva."

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Para o senador Pedro Simon (PMDB-RS), Mercadante deve manter o discurso de que o PT errou ao absolver Sarney. Do contrário, o peemedebista disse que a imagem do petista ficará comprometida na instituição. "Ele só tem legitimidade se não se enquadrar. Ele pode até ficar sem poder, mas deve ficar com o discurso. Se ele se enquadrar, acabou o Mercadante", afirmou.

Simon classificou de "carta encomendada" a correspondência enviada esta manhã pelo presidente Lula para o líder petista. Mercadante leu a carta em plenário com o apelo do presidente para que ficasse no cargo. Simon disse que a carta foi uma espécie de "armação" já que o presidente não encaminharia algo que não fosse acatado pelo senador.

Comentários dos leitores
Humberto FÁVARO (129) 09/12/2009 14h02
Humberto FÁVARO (129) 09/12/2009 14h02
Só uma pergunta bem simples e objetiva :" O que vai acontecer com "a empreiteira" que fez as doações.Nada? corrupção ativa não requer punição??,uma piada,não???? sem opinião
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Al Bismillah (15) 07/12/2009 15h38
Al Bismillah (15) 07/12/2009 15h38
Sarney para presidente. 3 opiniões
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Cassio Tavares (770) 04/12/2009 18h18
Cassio Tavares (770) 04/12/2009 18h18
Na imprensa alemã hoje - No primeiro dia de sua viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi tratado como estrela da política internacional em reportagens na imprensa local.
O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como "superstar" em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.
O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.
'Milagre econômico'
Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma "nova terra do milagre econômico" que "ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante".
Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o "capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes", o que faz do real "uma das moedas mais fortes do mundo".
O jornal diz ainda que o Brasil
4 opiniões
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