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Brasil
28/08/2009 - 08h46

Sarney nega que tenha pedido a Dilma para apressar investigação

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da Folha de S.Paulo
da Folha Online

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que nunca falou sobre a investigação de empresas de sua família com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

"Nunca tratei desse assunto com a ministra Dilma nem com o presidente Lula", disse. "Quem pediu para apressar foi o juiz, que pediu 60 dias para que terminassem o inquérito. Então, a ministra pediu uma coisa que a Justiça já tinha pedido. Por isso, acho que essa reunião não existiu", afirmou durante o programa "É Notícia", da RedeTV!.

Gestão Lina reduziu valor das autuações a grandes empresas, diz Receita
Jucá diz que há registros da entrada de Lina no Palácio em outubro de 2008
Jucá nega que câmeras do Planalto armazenem imagens por seis meses

Em entrevista à Folha, a ex-secretária da Receita Lina Vieira diz que esteve no Palácio no final de 2008 para um encontro reservado com a ministra. No encontro, Dilma teria pedido pressa nas investigações sobre empresas da família Sarney. A ministra nega o encontro.

Ontem, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), confirmou que a ex-secretária esteve no Palácio do Planalto no final do ano passado. Ao discursar no plenário em defesa do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Jucá mostrou documentos que comprovam o registro de quatro entradas da ex-secretária no Planalto: uma em outubro do ano passado e outras três entre janeiro e maio de 2009.

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Segundo Jucá, há registros da entrada de Lina no Palácio do Planalto no dia 9 de outubro de 2008, com o seu ingresso às 10h e saída às 11h29. Neste ano, Lina esteve no Palácio nos dias 22 de janeiro, 16 de fevereiro e 06 de maio --nesta última acompanhada de outras pessoas.

O líder revelou as datas com base em anotações feitas por seguranças do Palácio do Planalto nos dias em que Lina esteve no local. "São anotações feitas à mão ou registradas no crachá", disse.

Segundo Jucá, Lina não recebeu crachá para ingressar no local porque chegou diretamente pela garagem do Palácio --onde os seguranças apenas anotam os nomes das autoridades que estão no local.

O senador afirmou que Lina não revelou aos senadores, durante depoimento à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na semana passada, o mês em que esteve no Palácio do Planalto. Mas considerou um "exagero" ela considerar o mês de outubro como "final do ano".

"Usar outubro como final do ano é um pouco forçação de barra. Cabe à doutora Lina dizer a data. Quem está acusando, tem que dizer pelo menos a data. Para mim, essa conversa não houve, está comprovado pela ausência de provas", afirmou.

Jucá não revelou, porém, o local para o qual Lina se destinou ao chegar no Palácio --nem se a ex-secretária efetivamente foi à Casa Civil. "Esses são os ingressos registrados no sistema de dados do Palácio do Planalto. Se a doutora Lina esteve em outro dia, que não esses dias, ela que fale, que registre. Porque o que está apontado no sistema de controle são as reuniões nessas datas", afirmou o líder.

O senador subiu à tribuna para defender versão apresentada pelo GSI sobre o período de armazenamento das imagens captadas pelo circuito interno de TV do Planalto. Segundo Jucá, as câmeras do circuito interno de TV do Palácio do Planalto têm capacidade de armazenar as imagens captadas no local por apenas 30 dias. A oposição pediu para ter acesso às imagens com o objetivo de comprovar que Lina esteve no Planalto no final do ano passado.

O líder desmentiu a versão de que as imagens ficariam disponíveis por até seis meses nos arquivos do Palácio do Planalto. Segundo Jucá, apenas o sistema que reúne informações textuais sobre o controle de entradas do Planalto mantém os arquivos pelo período de seis meses --mas não as câmeras do circuito interno.

"Ao completar os oito giga da capacidade de gravação das câmeras, elas passam a gravar automaticamente em cima da imagem anterior. Se contrapôs o prazo de seis meses da guarda do registro de dados com o prazo para a guarda de imagem. Não foi. A guarda de imagens na exigência do edital foi de 30 dias", afirmou.

Comentários dos leitores
Leon Diniz Diniz (427) 10/12/2009 19h40
Leon Diniz Diniz (427) 10/12/2009 19h40
"Decisão Judicial não pode ser considerada censura à imprensa". Estas foram às palavras do ministro Gilmar Mendes há meses atrás diante de jornalistas que o interpelaram a respeito do cerceamento da liberdade de um importante jornal da capital paulista. Diante de tal afirmação já era possível imaginar o veredicto que seria dado no STF no momento em que os advogados deste jornal fosse buscar guarida contra a mordaça nas barras da Suprema Corte. A decisão não surpreendeu a maioria dos brasileiros que já conhece a orientação que nos últimos anos tem norteado aquela Corte. Por maioria de votos eles mantiveram a Liminar que sustenta a censura. Porém o mais surpreendente foi o voto do sábio ministro Eros Graus, ele deu o voto a favor da manutenção da Liminar alegando que, "a censura só existe onde há a ausência da Lei". Com todo respeito ministro, mas o senhor se esqueceu que no regime do arbítrio de 1964, existia Lei e até uma Constituição o que não impedia que as liberdades mais singelas fosse violadas por aqueles que se achavam donos do Brasil e acima da Lei. E eu que imaginava uma suprema decisão a favor a liberdade de imprensa, sofri uma suprema decepção com a mais alta Corte do meu país. sem opinião
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Leon Diniz Diniz (427) 10/12/2009 19h37
Leon Diniz Diniz (427) 10/12/2009 19h37
"Decisão Judicial não pode ser considerada censura à imprensa". Estas foram às palavras do ministro Gilmar Mendes há meses atrás diante de jornalistas que o interpelaram a respeito do cerceamento da liberdade de um importante jornal da capital paulista. Diante de tal afirmação já era possível imaginar o veredicto que seria dado no STF no momento em que os advogados deste jornal fosse buscar guarida contra a mordaça nas barras da Suprema Corte. A decisão não surpreendeu a maioria dos brasileiros que já conhece a orientação que nos últimos anos tem norteado aquela Corte. Por maioria de votos eles mantiveram a Liminar que sustenta a censura. Porém o mais surpreendente foi o voto do sábio ministro Eros Graus, ele deu o voto a favor da manutenção da Liminar alegando que, "a censura só existe onde há a ausência da Lei". Com todo respeito ministro, mas o senhor se esqueceu que no regime do arbítrio de 1964, existia Lei e até uma Constituição o que não impedia que as liberdades mais singelas fosse violadas por aqueles que se achavam donos do Brasil e acima da Lei. E eu que imaginava uma suprema decisão a favor a liberdade de imprensa, sofri uma suprema decepção com a mais alta Corte do meu país. sem opinião
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Freddy Grandke (231) 10/12/2009 10h13
Freddy Grandke (231) 10/12/2009 10h13
Vamos p´remiar o funcionário que não faz nada e é pago para fazer. As estradas brasileiras, com exceção de algumas, estão em péssimo estado. ISSO É SABIDO POR QUALQUER CAMINHONEIRO QUE RODA POR AÍ.
Então, como diz o Dep. Ronaldo Caiado, isto é uma atitude eleitoreira, que era condenada pelo próprio presidente Lula quando era somente um sindicalista.
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