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Senado paga mais de R$ 5 milhões em horas extras em julho
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MÁRCIO FALCÃO
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O Senado pagou R$ 5,036 milhões em horas extras para funcionários em julho, quando a Casa funcionou apenas até o dia 17, antes de entrar em recesso parlamentar.
Na época, o Senado viveu o auge da crise política que atinge a imagem da instituição há mais de quatro meses, com as votações no plenário praticamente paralisadas. Muitos senadores, porém, aproveitaram as sessões esvaziadas para fazer discursos e protelar o encerramento das atividades --o que acarretou no pagamento de horas extras aos servidores.
No ano passado, o Senado gastou no mesmo período R$ 4,435 milhões. Segundo a Diretoria Geral, o aumento pode ter sido provocado pelo aumento no número de servidores.
As horas extras são pagas aos funcionários que trabalham após as 18h30 e só são liberadas com a determinação de chefes de gabinete ou diretores da Casa. Em janeiro, a direção da Casa concedeu reajuste de 111% no benefício. O teto subiu de R$ 1.250 para R$ 2.641,93.
A Folha Online apurou que muitos servidores estendem as jornadas de trabalho até às 20h30 porque, dessa forma, têm assegurado o pagamento integral do bônus. Pelas novas regras do Senado, o servidor recebe o mesmo valor em horas extras se sair após às 20h30 ou se encerrar as atividades de madrugada.
A Diretoria Geral divulgou nota nesta sexta-feira afirmando que desde maio reforçou o controle da prestação de serviços. Mas reconhece que pode haver abusos no pagamento das horas extras.
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"Com referência ao valor pago por horas extras no mês de julho, a Secretaria de Recursos Humanos providenciará para que, havendo incorreções, haja compensação a ser ressarcida no mês de setembro aos cofres do Senado", diz.
A nota afirma, ainda, que as novas regras que controlam as horas extras de funcionários por meio de ponto eletrônico já estavam em vigor, o que deveria reduzir os pagamentos irregulares. "Em maio novas regras foram implantadas por meio do registro eletrônico com senha intransferível para cada funcionário e limite de duas horas por dia", afirma a nota.
Reportagem da Folha revelou que em janeiro, o Senado pagou pelo menos R$ 6,2 milhões em horas extras para 3.883 funcionários, mês em que a Casa estava em recesso e quando não houve sessões, reuniões e nenhuma atividade parlamentar.
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Quer dizer que apesar de ser funcionário "público" eles não querem estar sob controle. Demitam todos e ai eles vão ver como era bom ser funcionário público.
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Esta promessa de ponto eletronicao é como a de reforma administrativa no Senado, se o Senado fosse uma empresa ja teria quebrado, sua eficiencia é vergonha para os cidadãos.
Se nosso sistema politico exigisse um numero minimo de votos sem os quais nao se elegeriam um politico poderiamos ter uma camara com 500, ou com 400, ou 300 ou 200 representaantes.
O ex presidente deveria se retirar para Ilha do Calhau e rezar para que o país o esquecesse.
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