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Brasil
15/06/2004 - 13h04

PT nega ameaçar com punições possíveis dissidentes do mínimo

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JOÃO SANDRINI
da Folha Online, em Brasília

O presidente nacional do PT, José Genoino, disse hoje que o partido não está discutindo neste momento punir os senadores que votarem contra a MP (medida provisória) que reajusta o salário mínimo de R$ 240 para R$ 260.

Durante reunião da bancada do PT no Senado, o partido decidiu fechar questão favorável à MP. No entanto, não teriam sido discutidas punições para os senadores que vierem a desobedecer a orientação da liderança da legenda.

"Não estamos discutindo na nossa agenda a questão de punições, até porque estamos trabalhando para que todo mundo vote com a posição do partido, da bancada e do governo", disse Genoino após a reunião da bancada do PT no Senado.

Ele afirmou esperar compreensão da bancada durante a votação dos R$ 260 porque o governo já se comprometeu a estabelecer um programa de recuperação do valor do salário mínimo nos próximos dois anos e com programas sociais abrangentes.

Já a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), admitiu que ao menos o senador Paulo Paim (PT-RS) tem posição desfavorável ao mínimo de R$ 260, mas acredita que será possível convencê-lo a mudar de opinião até a votação. "Estamos trabalhando com a lógica do convencimento, de podermos contar com os 13 votos do PT", disse.

Além de Paim, outros senadores do partido que ainda não garantiram voto favorável ao governo são Ana Júlia Carepa (PA), Cristovam Buarque (DF), Serys Slhessarenko (MT) e Flávio Arns (PR).

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