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Brasil
02/09/2009 - 18h53

Campanha na web gera polêmica e senadores admitem mudar reforma eleitoral

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O Senado deve recuar da decisão de modificar as regras para a veiculação de notícias e informações referentes a campanhas eleitorais, na internet, no período da disputa. Os relatores do parecer da reforma eleitoral, Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Marco Maciel (DEM-PE), afirmaram que estão dispostos a mudar o texto aprovado nesta quarta-feira pelas comissões de Constituição e Justiça e Ciência e Tecnologia que restringe a atuação dos sites de notícias no período eleitoral.

"Eu vou fazer uma emenda de plenário para esclarecer as questões relacionadas à internet, que já há haviam sido aprovadas pela Câmara", disse Azeredo.

Como o Senado decidiu adiar para a semana que vem a votação do parecer no plenário da Casa, os parlamentares vão tentar construir um texto de consenso entre os senadores. A polêmica está no fato do parecer impor aos sites jornalísticos as mesmas regras previstas pela legislação às emissoras de rádio e televisão brasileiras. Se o parecer da reforma eleitoral for mantido pelos plenários da Câmara e do Senado, os sites jornalísticos estarão proibidos de emitir opiniões a respeito dos candidatos e terão que dedicar o mesmo espaço em sua programação para todos os candidatos que estão na disputa.

Apesar de o parecer aplicar à internet as restrições já previstas na lei para as rádios e TVs, abre brecha para que os sites publiquem anúncios dos candidatos que vão disputar a Presidência da República em 2010 --embora a prática seja vedada às televisões e rádios. Pela lei eleitoral em vigor, somente a mídia impressa (jornais e revistas) pode publicar anúncios pagos pelos candidatos, mas à internet será aplicada a mesma regra se o parecer for mantido como está.

A lei eleitoral também impede aos sites, a partir de 1º de julho do ano da eleição, transmitir em seu noticiário, ainda sob a forma de entrevista jornalística, imagens de realização de pesquisa ou qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja manipulação de dados.

Azeredo negou que a proposta restrinja a atuação dos sites em anos eleitorais. O tucano disse que a internet, por reunir ao mesmo tempo conteúdo de rádio, TV e mídia impressa, precisa de regras mistas para as eleições. "Na hora em que a internet se assemelha a um jornal, foi colocada a mesma regra. Quando se assemelha a rádio e televisão, como é o caso de debates ao vivo, aí o entendimento foi o de que deve ter as mesmas regras da TV. A internet é uma confluência de vários meios de comunicação", disse o senador.

Polêmica

O principal impasse está em torno do artigo 45 da lei eleitoral. A lei estabelece que "sítios mantidos pelas empresas de comunicação social na internet e demais redes destinadas à prestação de serviços de telecomunicações de valor adicionado" têm que seguir as regras impostas às emissoras de rádio e televisão no período eleitoral.

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Os relatores argumentam que a lei, de 1997, nunca foi questionada pelo Congresso --por isso o texto acabou mantido restringindo os poderes da internet. Na reforma eleitoral aprovada pela Câmara, que foi referendada pelas comissões do Senado, as regras ficaram como atualmente estão na lei.

Com a pressão de parlamentares contrários às restrições aos sites, a expectativa é que o texto sofra modificações durante a votação no plenário do Senado, que deve ocorrer na semana que vem.

"O texto aprovado pela Câmara não foi alterado pelo Senado no que diz respeito à internet. A parte da internet que for referente às rádios e TVs, os sites vão ter que seguir as regras de rádio e TVs. O que é artigo de opinião, podem ser mantidas as opiniões, numa regra que já vale para os jornais", afirmou Azeredo.

Comentários dos leitores
brun begh (4) 08/12/2009 22h21
brun begh (4) 08/12/2009 22h21
CASSIO TAVARES...
Meus pêsames.. esse povo é complicado... mas realmente na revista. Isto é, dessa semana e semana passada tão mostrando uma outra verdade...
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joao michelini (102) 08/12/2009 22h21
joao michelini (102) 08/12/2009 22h21
E O PIVO CENTRAL CONTINUA O MESMO......
MARCOS VALERIO
Em qualquer Pais do mundo este cidadão ja estaria mofando numa cadeia...
Aqui como é amigo da CORTE continua a encher suas contas bancarias....
Abocanhando gordas boladas com sua SMP&B, cujos sócios atuais são os empresários Cristiano Paz e Ramon Hollerbach (50% das ações, segundo a denúncia), Clésio Andrade (40%) e Marcos Valério de Souza (10%), pertencia em 1996 apenas aos sócios Cristiano e Ramon, e passava por dificuldades financeiras. Marcos Valério teria sido contratado pelos dois para conseguir o ingresso de um novo sócio a fim de retomar o crescimento do negócio.
Segundo denúncia, devido à dívida da empresa (que chegava a R$ 12 milhões), Clésio Andrade decidiu entrar como sócio na empresa, incorporando capital no valor de R$ 1,5 milhão e exigindo a entrada de Marcos Valério para gerir financeiramente a sociedade, de acordo com a restituição.
Marcos Valério nunca foi e não é do ramo publicitário ou de comunicação, era um especialista na área financeira, optou por desenvolver suas atividades na área de publicidade pela "facilidade apresentada em tal setor para fraudar a execução de contratos e desviar recursos públicos".
E PORQUE O GOVERNO FEDERAL GASTA TANTO EM PUBLICIDADE........
sem opinião
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laerte soares lima (381) 08/12/2009 22h17
laerte soares lima (381) 08/12/2009 22h17
De repente .. Choveu na Cidade de São Paulo.. volume de Chuvas á parte .. o que estão fazendo os Iluminados Prefeito Kassab(Dems) e o Dignisissimo Governador J. Serra.... na Marginal do Tiete ... mais algumas pistas .... ou seja Impermiabilizando o Solo(Asfalto e Cimento) .. como explicou a Reporter do Jornal Nacional (08/12/2009) isto cria uma Lâmina D'Agua.. pois o Solo não tem capacidade de Absorve-la... Isto que é Incompêtencia.... Enfim .... diante disto.. é só seguir-mos o Conselho do Sábio Governador J. Serra... Rezar... Orar... MUIIIIIIITO.... para que não chova muito em nossa querida e Amada Sampa.... Deus nos Acuda sem opinião
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