23/06/2004
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14h26
da Folha Online
O ministro da Casa Civil, José Dirceu, deixou de ir a Nova York com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com os ministros Antonio Palocci (Fazenda), Guido Mantega (Planejamento) e Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) para se articular politicamente para a recomposição do salário mínimo em R$ 260 na Câmara, função, que, formalmente, caberia ao ministro Aldo Rebelo (Articulação Política).
De Nova York, o presidente monitorou a votação na Câmara e orientou líderes aliados e o próprio Dirceu. Lula já havia se articulado na semana passada para convencer os senadores a aprovar a MP do mínimo da forma como saiu editada do Planalto. Ligou para senadores e fez duas reuniões com líderes da base.
Ao lado de Mantega, Furlan e Palocci, Lula discursa nesta quarta-feira para investidores estrangeiros interessados em negócios no Brasil. Explica, com os ministros, a agenda de reformas estruturais, as PPP (Parcerias Público-Privada) e o crescimento sustentável da economia brasileira.
Dirceu ficaria responsável por explicar aos americanos as reformas tributária e da Previdência, promulgadas pelo Congresso em dezembro do ano passado, e as reformas sindical, trabalhista, do Judiciário e política, as próximas priorizadas pelo governo, caso tivesse viajado.
Na última quinta-feira, os senadores impuseram derrota ao governo do PT e aprovaram por 44 votos a 31 o destaque do PFL à medida provisória do salário mínimo elevando o valor de R$ 260 para R$ 275. Três senadores do PT e 5 dos 22 do PMDB, maior partido aliado, votaram contra o governo.
Nesta quarta-feira, a Câmara, a quem, pelo regimento, cabe a última votação da matéria, já que ela foi modificada no Senado, restabeleceu por 272 votos a favor, 172 contra e quatro abstenções, os R$ 260 estabelecidos por Lula em medida provisória. Lula já havia afirmado a líderes aliados que vetaria o salário mínimo de R$ 275, caso a Câmara não restabelecesse os R$ 260 propostos por ele.
Duelo
Dirceu trava uma disputa de bastidor com o colega Aldo Rebelo pela articulação política do governo Lula. Depois da reforma ministerial promovida em janeiro, Dirceu ficou com a tarefa de fazer o gerenciamento do governo, mas continuou articulando mesmo contrariando ordens do presidente.
A divulgação do caso Waldomiro Diniz, em fevereiro, no entanto, enfraqueceu o ministro da Casa Civil, que perdeu espaço no governo, principalmente para Aldo Rebelo e Palocci. Waldomiro era assessor de Dirceu e foi flagrado pedindo propina a um empresário do ramo de jogos. Desde então o PT pressiona para que Lula retire Aldo da Coordenação Política.
Homem de confiança de Lula, Dirceu nega o duelo e afirma que age em parceria com Aldo: "Conversei com vários senadores, a pedido do ministro Aldo. Estamos trabalhando juntos. Estou ajudando o ministro Aldo, acabei de falar pelo telefone com ele agora", disse na semana passada na véspera da votação no Senado.
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VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃOda Folha Online
O ministro da Casa Civil, José Dirceu, deixou de ir a Nova York com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com os ministros Antonio Palocci (Fazenda), Guido Mantega (Planejamento) e Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) para se articular politicamente para a recomposição do salário mínimo em R$ 260 na Câmara, função, que, formalmente, caberia ao ministro Aldo Rebelo (Articulação Política).
De Nova York, o presidente monitorou a votação na Câmara e orientou líderes aliados e o próprio Dirceu. Lula já havia se articulado na semana passada para convencer os senadores a aprovar a MP do mínimo da forma como saiu editada do Planalto. Ligou para senadores e fez duas reuniões com líderes da base.
Ao lado de Mantega, Furlan e Palocci, Lula discursa nesta quarta-feira para investidores estrangeiros interessados em negócios no Brasil. Explica, com os ministros, a agenda de reformas estruturais, as PPP (Parcerias Público-Privada) e o crescimento sustentável da economia brasileira.
Dirceu ficaria responsável por explicar aos americanos as reformas tributária e da Previdência, promulgadas pelo Congresso em dezembro do ano passado, e as reformas sindical, trabalhista, do Judiciário e política, as próximas priorizadas pelo governo, caso tivesse viajado.
Na última quinta-feira, os senadores impuseram derrota ao governo do PT e aprovaram por 44 votos a 31 o destaque do PFL à medida provisória do salário mínimo elevando o valor de R$ 260 para R$ 275. Três senadores do PT e 5 dos 22 do PMDB, maior partido aliado, votaram contra o governo.
Nesta quarta-feira, a Câmara, a quem, pelo regimento, cabe a última votação da matéria, já que ela foi modificada no Senado, restabeleceu por 272 votos a favor, 172 contra e quatro abstenções, os R$ 260 estabelecidos por Lula em medida provisória. Lula já havia afirmado a líderes aliados que vetaria o salário mínimo de R$ 275, caso a Câmara não restabelecesse os R$ 260 propostos por ele.
Duelo
Dirceu trava uma disputa de bastidor com o colega Aldo Rebelo pela articulação política do governo Lula. Depois da reforma ministerial promovida em janeiro, Dirceu ficou com a tarefa de fazer o gerenciamento do governo, mas continuou articulando mesmo contrariando ordens do presidente.
A divulgação do caso Waldomiro Diniz, em fevereiro, no entanto, enfraqueceu o ministro da Casa Civil, que perdeu espaço no governo, principalmente para Aldo Rebelo e Palocci. Waldomiro era assessor de Dirceu e foi flagrado pedindo propina a um empresário do ramo de jogos. Desde então o PT pressiona para que Lula retire Aldo da Coordenação Política.
Homem de confiança de Lula, Dirceu nega o duelo e afirma que age em parceria com Aldo: "Conversei com vários senadores, a pedido do ministro Aldo. Estamos trabalhando juntos. Estou ajudando o ministro Aldo, acabei de falar pelo telefone com ele agora", disse na semana passada na véspera da votação no Senado.
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