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03/09/2009 - 19h43

Patrícia Saboya é retida no aeroporto de Roma, faz "barraco" e é liberada

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 20h13.

A senadora licenciada Patrícia Saboya (PDT-CE) passou por problemas nesta quinta-feira ao desembarcar no aeroporto de Fiumicino, em Roma. A senadora foi retida pela polícia italiana após passar pela alfândega. A senadora contou por telefone a jornalistas que a confusão começou durante o voo que saiu de Fortaleza para a capital italiana.

1º.out.2008/Agência Brasil
Patrícia se licenciou em julho para se submeter a tratamento das cordas vocais
Patrícia se licenciou em julho para se submeter a tratamento das cordas vocais

Na viagem, a acompanhante da senadora, que tem rinite alérgica, espirrou por três vezes. Um dos passageiros ficou incomodado e, aos gritos, pediu que ela fosse retirada da aeronave. Os comissários conseguiram controlar o tumulto e, segundo a senadora, o voo prosseguiu. Ao desembarcar, ela e a acompanhante foram abordadas pela polícia de imigração e chamadas para uma nova revista nas bagagens.

Pelos menos dez policiais cercaram as duas. A senadora tentou argumentar que era parlamentar, mas foi informada que por lá apenas embaixadores tem tratamento diferenciado.

Patrícia acionou a Embaixada brasileira, mas sem conseguir uma assistência imediata, acabou fazendo o que classificou de "barraco". A senadora relatou que começou a gritar para constranger os policiais. A estratégia acabou funcionando e ela e amiga foram liberadas.

A senadora viajou para acompanhar um casamento em Roma.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), divulgou nota de protesto afirmando que a senadora passou por maus tratos e constrangimentos.

"Venho a público protestar contra maus tratos e constrangimentos impostos pela polícia italiana à senhora Patrícia Saboya, detida, sem maiores explicações no aeroporto de Fiumicino, em Roma. Considero este ato uma prova de desrespeito ao Poder Legislativo e à condição de mulher brasileira e exijo explicações das autoridades competentes do país europeu", diz o documento.

A senadora se licenciou em julho por quatro meses para se submeter a tratamento das cordas vocais. Na campanha para a Prefeitura de Fortaleza em 2008, Patrícia chegou a ter problemas na voz.

Comentários dos leitores
Freddy Grandke (250) 02/02/2010 10h27
Freddy Grandke (250) 02/02/2010 10h27
"servidores que ameaçam recorrer à Justiça contra a implantação do novo sistema por meio do Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas da União)".
Quer dizer que apesar de ser funcionário "público" eles não querem estar sob controle. Demitam todos e ai eles vão ver como era bom ser funcionário público.
sem opinião
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Washington Marques (129) 02/02/2010 09h57
Washington Marques (129) 02/02/2010 09h57
A Galera que vai trabalhar na campanha dos senadores para a releição ficaram fora do ponto eletronico. No Senado Federal, quanto maior o cargo do funcionário e do Senador, é que a fiscalização tem que ser maior, uma vez que na rede da tranbicagem peixe pequeno não entra. sem opinião
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Plinio Vieira Soares (2) 01/02/2010 22h54
Plinio Vieira Soares (2) 01/02/2010 22h54
É lamentavel que o ex presidente Jose Sarney nao tenha o menor apesso pela sua biografia; Um politico sem carisma, que para se manter no poder negociou com todos os governos possiveis e aceitou as maiores torpezas podia ao menos na velhice respeitar o papel de homem da transiçao democratica e nao terminar assim como uma das maiores vergonhas da classe politica.
Esta promessa de ponto eletronicao é como a de reforma administrativa no Senado, se o Senado fosse uma empresa ja teria quebrado, sua eficiencia é vergonha para os cidadãos.
Se nosso sistema politico exigisse um numero minimo de votos sem os quais nao se elegeriam um politico poderiamos ter uma camara com 500, ou com 400, ou 300 ou 200 representaantes.
O ex presidente deveria se retirar para Ilha do Calhau e rezar para que o país o esquecesse.
sem opinião
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