Publicidade

Publicidade
Brasil
06/09/2009 - 10h39

Sarkozy chega ao Brasil para negociar acordo militar

Publicidade

da Folha Online
da Efe

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, chega neste domingo ao Brasil para negociar um acordo militar. Segundo reportagem da Folha, o acordo será assinado amanhã e prevê a compra de submarinos e helicópteros num total de 8,5 bilhões de euros. Provavelmente o valor será maior com a compra de caças franceses.

Sarkozy deverá assinar a "parceria estratégica" após as comemorações do Sete de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, onde será o convidado de honra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os dois presidentes terão um encontro particular no Palácio do Planalto e, depois, deverão assinar acordos bilaterais nas áreas de defesa, cooperação policial, imigração, transportes, agricultura e tecnologia, entre outras.

O acordo mais importante dos que serão assinados durante a visita do presidente francês se refere à construção conjunta de um submarino de propulsão nuclear e outros quatro convencionais do modelo francês Scorpene, assim como do estaleiro onde serão fabricados os navios e de uma base naval de apoio.

O convênio também inclui 50 helicópteros de transporte franceses EC-725 para as Forças Armadas brasileiras, que serão fornecidos entre 2010 e 2016 por um consórcio formado pela brasileira Helibras e pela europeia Eurocopter, filial do grupo europeu EADS.

As operações com os submarinos e os helicópteros significarão para o Brasil um desembolso de US$ 12,317 bilhões. Desse total, US$ 6,161 bilhões serão destinados ao programa de construção dos submarinos, enquanto o resto será para a aquisição das aeronaves.

Em ambos casos, foi definida a transferência de tecnologia francesa em todas as áreas, exceto a de propulsão nuclear.

Para concretizar a operação, o Senado brasileiro aprovou a contratação de empréstimos no valor de US$ 8,671 bilhões com um grupo de bancos europeus formado pelos franceses BNP Paribas, Société Générale, Calyon, Credit Industriel et Commercial e Natixis, junto com o espanhol Santander.

PUBLICIDADE

O Tesouro brasileiro financiará o resto desta operação, à qual o Ministério da Defesa deu caráter de "estratégica", pois busca reforçar a vigilância na plataforma marítima do país, onde foram descobertas grandes reservas de petróleo e gás.

Também na área de defesa, a França está na expectativa diante de uma decisão para a compra de 36 caças-bombardeiros para a Força Aérea Brasileira.

O resultado da licitação convocada pelo Brasil será anunciado nas próximas semanas, e permanecem na disputa a empresa francesa Dassault Aviation, com o caça Rafale; a sueca Saab, com o Gripen NG, e a americana Boeing, com o F/A-18 E/F Super Hornet.

O governo brasileiro manifestou publicamente sua inclinação pelo caça Rafale, especialmente devido à clara disposição da França de aceitar a transferência de tecnologia exigida na convocação.

Editoria de Arte/Folha Imagem
Comentários dos leitores
Andres Martinez (1) 02/02/2010 10h50
Andres Martinez (1) 02/02/2010 10h50
Sinto dizer isso mas os caças não estão sendo comprados para serem usados no porta aviões. Os A-4 Skyhawk já estão equipando esse navio. Acontece isso sim que a espinha dorsal do Brasil era composta de caças mirage 2 e F-5 Tiger. Primeiro eles substituiram os caças mirage 2 pelos mirage 2000. Agora é a vez de trocar os F-5 por outro. Os caças da Saab são famosos pela sua robustez, longevidade e terem sido projetados para aterrisarem inclusive em estradas pequenas, caracteristica natural na geografia do pais. Também custam menos e tem menor custo de manutenção o que é essencial num pais como o Brasil aonde se cortam orçamentos militares a ponto de prejudicarem a manutenção de caças como ocorreu muitas vezes com os mirage 2 a ponto de terem q canabilizar alguns para manter o maximo deles operando por falta de verba para a compra de peças. O Saab é bem cotado em muitos paises do mundo e no Brasil ele seria uma escolha excelente pelos motivos acima citados. Do ponto de vista tecnológico não será apenas transferencia e sim desenvolvimento compartilhado o que é o mais importante para o Brasil pois quem aprende a desenvolver aprende a criar coisa nova e ganha-se independencia com isso. E a melhor politica é a independencia tecnologica no setor de armas.... Ou vamos escolher armas em função de cada acordo militar q for assinado ? Isso não existe. sem opinião
avalie fechar
Álvaro Sarmento (13) 17/01/2010 11h22
Álvaro Sarmento (13) 17/01/2010 11h22
Caro Marivaldo
Um dos motivos pelos quais o Charles De Gaulle foi construído é a incapacidade de se operar os Rafales a bordo do Sâo Paulo. Eles operariam com tamanha restrição de peso que a sua validade bélica passou a ser duvidosa. Para operá-lo com pleno potencial haveria a necessidade de se reabastecer os Rafales em vôo após a decolagem tornando sua operação mais onerosa do que já é principalmente para um caça embarcado uma vez que haveria a necessidade de outro vetor para reabastecê-lo. A única aeronave de caça embarcada cujo peso máximo de decolagem seria capaz de operar a bordo do São Paulo seria o MiG-29K mas isto exigiria uma extensa reforma no convés da embarcação eliminando inclusive a catapulta uma vez que o convés teria uma rampa como no caso do porta-aviões Almirante Kuznetoz. As primeiras versões do F-18 também poderiam operar a partir do São Paulo mas com alguma perda em relação a carga bélica ou combustível.
sem opinião
avalie fechar
Marivaldo Costa (1) 17/01/2010 03h03
Marivaldo Costa (1) 17/01/2010 03h03
Infelizmente neste caso, o caça Françês é o que mais atente as necessidades das defesas de nosso país. Isso, comparando com os equipamentos que dispunhamos neste momento, ex: O Navio Aerodromo São Paulo, dispõe de uma cataputa que o caça americano, não consegiria ser lançado por ele além disso, a sua velocidade é de mach 2.0 e o americano é de 1.8. e outras vantagens a mais o caça françês tem. Os senhores podem ter a certeza que este é o melhor e o mais viável que podemos ter no momento. 1 opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1193)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca