Sarkozy chega ao Brasil para negociar acordo militar
da Folha Online
da Efe
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, chega neste domingo ao Brasil para negociar um acordo militar. Segundo reportagem da Folha, o acordo será assinado amanhã e prevê a compra de submarinos e helicópteros num total de 8,5 bilhões de euros. Provavelmente o valor será maior com a compra de caças franceses.
Sarkozy deverá assinar a "parceria estratégica" após as comemorações do Sete de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, onde será o convidado de honra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os dois presidentes terão um encontro particular no Palácio do Planalto e, depois, deverão assinar acordos bilaterais nas áreas de defesa, cooperação policial, imigração, transportes, agricultura e tecnologia, entre outras.
O acordo mais importante dos que serão assinados durante a visita do presidente francês se refere à construção conjunta de um submarino de propulsão nuclear e outros quatro convencionais do modelo francês Scorpene, assim como do estaleiro onde serão fabricados os navios e de uma base naval de apoio.
O convênio também inclui 50 helicópteros de transporte franceses EC-725 para as Forças Armadas brasileiras, que serão fornecidos entre 2010 e 2016 por um consórcio formado pela brasileira Helibras e pela europeia Eurocopter, filial do grupo europeu EADS.
As operações com os submarinos e os helicópteros significarão para o Brasil um desembolso de US$ 12,317 bilhões. Desse total, US$ 6,161 bilhões serão destinados ao programa de construção dos submarinos, enquanto o resto será para a aquisição das aeronaves.
Em ambos casos, foi definida a transferência de tecnologia francesa em todas as áreas, exceto a de propulsão nuclear.
Para concretizar a operação, o Senado brasileiro aprovou a contratação de empréstimos no valor de US$ 8,671 bilhões com um grupo de bancos europeus formado pelos franceses BNP Paribas, Société Générale, Calyon, Credit Industriel et Commercial e Natixis, junto com o espanhol Santander.
| PUBLICIDADE |
|
O Tesouro brasileiro financiará o resto desta operação, à qual o Ministério da Defesa deu caráter de "estratégica", pois busca reforçar a vigilância na plataforma marítima do país, onde foram descobertas grandes reservas de petróleo e gás.
Também na área de defesa, a França está na expectativa diante de uma decisão para a compra de 36 caças-bombardeiros para a Força Aérea Brasileira.
O resultado da licitação convocada pelo Brasil será anunciado nas próximas semanas, e permanecem na disputa a empresa francesa Dassault Aviation, com o caça Rafale; a sueca Saab, com o Gripen NG, e a americana Boeing, com o F/A-18 E/F Super Hornet.
O governo brasileiro manifestou publicamente sua inclinação pelo caça Rafale, especialmente devido à clara disposição da França de aceitar a transferência de tecnologia exigida na convocação.
| Editoria de Arte/Folha Imagem | ||
![]() |
Leia mais sobre Lula e Sarkozy
- Brasil vai fechar maior contrato militar de sua história recente
- Sarkozy viaja ao Brasil para participar das comemorações do Sete de Setembro
- Acordo Brasil-França marca expectativa de ser "potência", diz estudioso
Leia outras notícias de política
- "Leis devem ser respeitadas", cobra Battisti
- FHC afirma que guerra contra o narcotráfico fracassou
- Governo quer Dilma menos "mãe do PAC" e mais social
Especial
- Leia mais sobre o encontro de Lula e Sarkozy
- Leia cobertura completa sobre o segundo mandato do governo Lula
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria





avalie fechar
Um dos motivos pelos quais o Charles De Gaulle foi construído é a incapacidade de se operar os Rafales a bordo do Sâo Paulo. Eles operariam com tamanha restrição de peso que a sua validade bélica passou a ser duvidosa. Para operá-lo com pleno potencial haveria a necessidade de se reabastecer os Rafales em vôo após a decolagem tornando sua operação mais onerosa do que já é principalmente para um caça embarcado uma vez que haveria a necessidade de outro vetor para reabastecê-lo. A única aeronave de caça embarcada cujo peso máximo de decolagem seria capaz de operar a bordo do São Paulo seria o MiG-29K mas isto exigiria uma extensa reforma no convés da embarcação eliminando inclusive a catapulta uma vez que o convés teria uma rampa como no caso do porta-aviões Almirante Kuznetoz. As primeiras versões do F-18 também poderiam operar a partir do São Paulo mas com alguma perda em relação a carga bélica ou combustível.
avalie fechar
avalie fechar