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Brasil
09/09/2009 - 08h30

José Serra lança títulos para investir mais em 2010

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CATIA SEABRA
JOSÉ ERNESTO CREDENCIO
da Folha de S.Paulo

Atrás de recursos para sua ambiciosa meta de investimentos em meio à crise, o governador de São Paulo, José Serra, enviou à Assembleia Legislativa projeto que permite emissão e venda de títulos no mercado para antecipação de cerca de R$ 900 milhões em créditos que tem a receber.

Inspirado no modelo adotado no Rio Grande do Sul, o projeto possibilita que o governo receba, ainda este ano e de uma só vez, créditos cujo o pagamento seria diluído em até dez anos. Com a medida, o Estado antecipará, por exemplo, o recebimento de dívidas que, no ano passado, foram parceladas dentro do PPI (Programa de Parcelamento do Incentivado).

Os recursos serão destinados ao programa de investimentos do Estado em 2010. O governo planeja investir R$ 42,5 bilhões entre 2009 e 2010.

Segundo projeto na Assembleia, a antecipação de recebíveis requer a criação de uma empresa (uma sociedade de propósito específico), controlada pelo Estado, a qual será cedido o direito a créditos com previsão de pagamento parcelado.

Esse ativo --chamado de "direitos creditórios"-- servirá como garantia para a emissão de títulos. Ou seja: essa empresa vende hoje as debêntures sob a promessa de que resgatará os papéis à medida que o contribuinte pague as parcelas da dívida com Estado, sejam tributárias ou não.

Para obter adiantamento, o governo, no entanto, cobrará menos do que receberia ao final do parcelamento. Os papéis serão avaliados segundo seu valor de face --descontado o juro de 1% mensal aplicado às prestações-- para que fiquem atraentes ao mercado.

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"É a venda de fluxo futuro por valor presente", explicou o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa.

Segundo o secretário, a ideia é que apenas metade das debêntures seja lançada em mercado. O restante ficará com o governo para lastrear as operações da empresa. Para evitar problemas legais, o projeto ressalta que a cobrança das dívidas tributárias continuará a cargo da Procuradoria do Estado.

"Não estamos transferindo a propriedade dos créditos. Mas apenas cedendo o direito de recebimento. Se o contribuinte não pagar, quem cobra é o Estado", afirmou Mauro Ricardo.

No Rio Grande do Sul, o Estado é acionado quando o contribuinte deixa de pagar a prestação por dois meses. Segundo o presidente da Caixa de Administração da Dívida Pública do RS, Leonildo Migon, lá as operações se restringem a direitos creditórios do ICMS. Em São Paulo, porém, o conceito será mais amplo.

Como é proibida a antecipação de receitas no país, o texto explicita que as operações se restringem a dívidas passadas. No ano passado, o governo renegociou cerca de R$ 7,8 bilhões. Excluída a parte que cabe aos municípios, teria direito a R$ 4,2 bilhões, dos quais cerca de R$ 2 bilhões pagos à vista.

Comentários dos leitores
Monica Rego (349) 10/11/2009 21h13
Monica Rego (349) 10/11/2009 21h13
Os tucanos demos pfl adoram maltratar os pobres!!!
E dar um ganho no dinheiro publico como mostra a história destes dois partidos, como sempre eles estão na primeira fila de os mais corruptos na história deste país!!!
Quem duvida é só pesquisar!!!
19 opiniões
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J. R. (1174) 07/11/2009 18h44
J. R. (1174) 07/11/2009 18h44
A farra do tucanato não dá mostra de querer acabar, agora vem mais essa de terras de propriedade da Sabesp serem exploradas por particulares em área de preservação. Me refiro ao Hotel do deputado estadual Celino Cardoso (PSDB) construído em região de preservação em Mairiporã, condenado a passar por um TAC (termo de ajuste de conduta) e licitação necessária por parte da generosa viúva do Estado. Se fosse um 'sem-terra' com certeza passariam com o trator do estado por cima, mas como tem o colarinho branco e um bicão enorme ... 96 opiniões
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Pauloneto do Carmo Lyra (11) 06/11/2009 14h20
Pauloneto do Carmo Lyra (11) 06/11/2009 14h20
O governo não precisa atuar em áreas que a iniciativa privada tem o dominio.
só acho que é um momento inportuno, pois é vespera de campanha, fatalmente estarão vinculando a venda ao caixa de campanha.
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