Brasil
14/09/2009 - 09h33

TCU aponta irregularidades em obra de R$ 1 bilhão do PAC

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ITALO NOGUEIRA
da Folha de S.Paulo, no Rio

Auditoria do Tribunal de Contas da União em junho apontou irregularidades no planejamento e execução do projeto do Arco Rodoviário, obra de quase R$ 1 bilhão do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Rio.

O principal problema apontado pelos técnicos foi um aditivo de R$ 2,2 milhões pago após a licitação. O dinheiro foi usado para a reconfiguração do projeto, que teve seu tamanho reduzido. Os auditores identificaram oito irregularidades. Duas, na avaliação de técnicos, exigiam a paralisação da obra.

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A recomendação não foi acatada pelo relator do caso, o ministro José Jorge. Ele aguarda nova manifestação da Secretaria Estadual de Obras do Rio, responsável pela execução do projeto.

A secretaria afirmou que as alterações foram feitas "no sentido de melhor atender ao tráfego de longa distância entre as regiões Sul e Norte do país, de forma a se caracterizar como um relevante fator de desenvolvimento regional".

A primeira proposta para construir a estrada data de 1976, mas só em 2004 começou a elaboração do projeto básico. O Arco é apontando como solução para desafogar o trânsito da avenida Brasil (acesso ao Rio) e da ponte Rio-Niterói. A obra do PAC refere-se a 70,9 km dos 145 km do projeto.

Sete meses após celebrar os contratos, a secretaria decidiu alterar o projeto para, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Rio, "ficar dentro da realidade financeira do convênio". Em vez de diminuir o custo final da obra, a alteração elevou o preço, segundo o TCU.

A auditoria identificou ainda indícios de direcionamento na licitação para gerenciamento e supervisão da obra. Para os técnicos, esta irregularidade também deveria paralisar a construção.

Outro lado

As alterações no projeto do Arco Rodoviário no Rio tiveram como objetivo adequar a estrada ao desenvolvimento da região, afirmou a Secretaria Estadual de Obras.

A pasta relatou "pressões sociais" e novos projetos de desenvolvimento para a região metropolitana do Rio que obrigaram a mudança. A estrada atravessa também floresta e sítios arqueológicos, o que dificulta o planejamento, alega a secretaria.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (426) 24/11/2009 17h06
Eduardo Giorgini (426) 24/11/2009 17h06
Na éra Lulista, é proibido praticar a cidadania.
Devemos aceitar tudo cegamente, afinal, Lula virou Deus.
Aceitem os esquemas de corrupção calados, senão serão taxados de pessimistas, "da oposição",etc.
Brasil esta super bem, super educado, super nos trinks.
Política hidem!
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Antonio Fouto Dias (2768) 16/11/2009 19h47
Antonio Fouto Dias (2768) 16/11/2009 19h47
Para evitar escândalos com a publicidade de superfaturamentes inventaram agora o sobrepreço.
Isto queer dizer que fazem de tudo e inventam um pouquinho mais para justificar o injustificável.
É uma pena de que a corrupção tornou-se rotina do cotidiano principalmente político, que o eleitor nem mais liga para isso e consegue eleger sempre os mesmos, mesmo que possuam fichas sujas, participem de escândalos entre outros.
É LAMENTÁVEL, MAS FAZER O QUE, SE PRATICAMENTE NINGUÉM DÁ OUVIDOS À ÉTICA E À DIGNIDADE NA VIDA POLÍTICA DO PAÍS.
3 opiniões
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José Alberto (209) 16/11/2009 12h43
José Alberto (209) 16/11/2009 12h43
Estou vendo que o governo está deixando todas as obras para 2010 ano eleitoral ou então não tem dinheiro para realiza-las pois roubou demais... 2 opiniões
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