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Brasil
14/09/2009 - 14h51

Lula diz que é impossível controlar uso da internet na campanha eleitoral

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da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira o uso da internet durante a campanha eleitoral. Em entrevista a rádios de Roraima, o presidente disse que seria impossível controlar o uso da web e ressaltou a necessidade de regulamentar o uso sem proibir.

"Seria impossível imaginar que você vai controlar a internet. A internet é uma coisa que fugiu ao controle de seu criador. É uma coisa que vamos ter que discutir muito. O que é importante é que a gente tenha o seguinte cuidado: a gente precisa normatizar sem proibir a liberdade de internet", afirmou o presidente na entrevista.

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Lula lembrou que as crianças a partir de oito anos já usam a internet para ter acesso a informações, o que não existia no passado recente. Por isso, segundo ele, seria uma "loucura" proibir o uso da web. "Em vez de proibir o que nós temos que fazer é responsabilizar quem usa a internet. [...] Acho que a eleição não pode ser uma coisa que cause tanto medo a algumas pessoas", afirmou.

O presidente ressaltou que durante muito tempo os políticos lutaram por liberdade de expressão, de comunicação e política, e que não há como "trancar" essa evolução agora.

"Acho que [a internet nas eleições] tem de ser livre mesmo. É importante as pessoas saberem quem é candidato. [...] Vamos dar aos internautas o direito de viajar e descobrir mais coisas", afirmou Lula.

Reforma eleitoral

O Senado aprovou na semana passada o texto principal da reforma eleitoral, mas deixou para votar em separado os pontos mais polêmicos do texto --como destaque do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que retira restrições à atuação da internet durante o período das eleições.

O texto em tramitação no Senado estabelece restrições à internet, como a proibição para que sites e portais de jornalismo façam "propaganda eleitoral de candidato, partido político ou coligação".

Pelo texto, de autoria dos relatores Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Marco Maciel (DEM-PE), fica vedado aos sites "dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação, sem motivo jornalístico que justifique".

A emenda proíbe ainda que sites divulguem pesquisas eleitorais com "manipulação de dados, ainda que sob a forma de entrevista jornalística". A multa para quem desrespeitar a regra varia de R$ 5.000 a R$ 30 mil.

Comentários dos leitores
Edivaldo Cardoso (128) 17/12/2009 16h18
Edivaldo Cardoso (128) 17/12/2009 16h18
Sr Paulo Carneiro, concordo com Adrian Rogers,mas é preciso para ser justo,ver o contexto historico que o levou a escrever tal comentário.
Partindo desse mesmo principio,conclue-se que, quando (no atual contexto capitalista em que vivemos) as leis vigentes permitem que o rico tire do pobre,e o faz de varias maneiras legais e honestas (como tambem ilegais e desonestas),tornando se cada vez mais rico e o pobre cada vez mais miseravel,inclusive nas oportunidades que contrariando as propagandas ideologicas nunca foram iguais para todos, nada mais justo que os governos corrijam essas injustiças, por meio de leis de maneira que o rico devolva indiretamente (ao menos parte) o que por direito natural e divino seria do pobre.
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Benedito Silveira (54) 17/12/2009 16h01
Benedito Silveira (54) 17/12/2009 16h01
Esse Aécio Neves é outro que não larga da teta. Profissão: político. Eis uma ocupação que, para o bem do povo e felicidade geral da nação, precisa ser extinta.
Se "abriu mão" de ser candidato a presidente, no mínimo vai se candidatar ao senado. Esse é um entre tantos outros que precisa trabalhar, isto é, deixar a carreira de político.
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Antonio Fouto Dias (2891) 17/12/2009 15h54
Antonio Fouto Dias (2891) 17/12/2009 15h54
Creio que Aécio Neves agiu corretamente, apesr de que haveria um bom espaço para o seu crescimento nas intenções de voto.
Se ele vier a ser o vice de José Serra, teremos aí uma chapa muito forte e para o PSDB seria melhor do que um candidato do DEM, diante dos últimos acontecimentos.
Saindo numa candidatura ao Senado, julgo que seria o melhor, pois assim, no exercício parlamentar na casa alta do parlamento brasileiro, ele se torna mais conhecido e tem maior liberdade de locomoção para percorrer o Brasil, montando estratégias para uma candidatura futura à Presidência da República.
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