Sarney diz que relação de Toffoli com PT não desabona novo ministro do STF
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Em meio às críticas de setores da oposição à indicação do advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, ao STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), saiu em defesa nesta quinta-feira do advogado. Sarney disse que o nome de Toffoli é uma "grande escolha" por ser um jurista de competência no país.
"Trata-se de um jurista competente, um homem que tem desempenhado funções públicas de relevância e que desfruta do maior conceito no Judiciário e em todos os meios jurídicos do país", afirmou.
Sarney disse que o fato de Toffoli ter advogado pelo PT nas campanhas eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não desabona o advogado para assumir uma cadeira no STF. "Eu acho que não [tira importância dele] porque, uma vez que todos que chegaram ao Supremo ou foram advogados, ou juízes, ou exerceram outras funções. Um juiz do Supremo abandona tudo isso para ser juiz do Supremo Tribunal", disse Sarney.
Toffoli vai ocupar a vaga deixada pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que morreu no início do mês. Será a oitava indicação de Lula para a Corte. O convite foi feito após uma reunião entre os dois ontem pela manhã. O advogado vai ser substituído no cargo, interinamente, pelo advogado-geral da União substituto, Evandro Costa Gomes.
Toffoli vai entrar de férias nesta sexta-feira, sem ser exonerado do cargo até que seja efetivamente aprovado para a novas funções. O nome de Toffoli tem que ser aprovado pelo Senado. O advogado também terá que ser sabatinado pela Casa Legislativa.
Ameaças
Parte da oposição ameaça barrar o nome de Toffoli no Senado por considerar que Lula fez uma indicação política para o cargo. "A indicação é política, o presidente indica um cumpridor de suas ordens. Ele não tem trajetória jurídica que justifique sua indicação. O governo terá que usar de muitos argumentos para nos convencer', disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
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O ministro Joaquim Barbosa renunciou ao TSE e não ao Supremo Tribunal Federal.
E ainda falam muitas bobagens. A justiça não de ser feita pela força da opinião publica e sim pelos ditames da Constituição Federal. Nos meus 64 anos não existe maior maria-vai-com-as-outras do que pseudos intelectuais que parecem não ter poder de raciocinio próprio.
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