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17/09/2009 - 19h18

Sarney diz que Senado retoma posição de "protagonista do processo legislativo"

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Um mês depois de ser absolvido pelo Conselho de Ética do Senado em 11 acusações, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), subiu hoje à tribuna da Casa para fazer um balanço da produtividade da instituição neste ano. Ao negar a paralisia da Casa, Sarney sustentou que o Senado aumentou em 45% o número de matérias analisadas pela instituição em relação ao primeiro semestre do ano passado.

No discurso, o senador ignorou a crise política que atingiu a instituição nos últimos meses. Sarney disse que a Casa "está em seu pleno funcionamento" e "vem retomando a posição de protagonista do processo legislativo".

O balanço apresentado por Sarney afirma que a Casa aprovou 226 matérias no primeiro semestre de 2008 contra 327 este ano --um aumento de 45% na produtividade da instituição.

"Enquanto o número de medidas provisórias apreciadas caiu quase pela metade, o número de projetos de leis aprovados pela Casa no 1º semestre deste ano correspondeu a mais de uma vez e meia do número do 1º semestre de 2008", afirmou.

Sarney disse que um exame "mais aprofundado" da produção legislativa do Senado mostra que "a Casa encontra-se em sintonia com os desafios que a realidade social e econômica tem apresentado ao país".

Na opinião do presidente do Senado, o Senado tem cumprido "na medida adequada e no tempo certo sua missão de dar respostas legislativas às demandas da sociedade brasileira".

O peemedebista disse que não são "verdadeiras" as notícias de que a Casa está paralisada em consequência da crise. Depois de fazer o discurso, o presidente do Senado reiterou a defesa da instituição.

"Eu acho que apenas eu apresentei os números em face de que ontem foram feitas aqui algumas manifestações de que realmente a Casa estava parada. A verdade é que estamos cm o dobro do trabalho do primeiro semestre no ano passado", afirmou.

Comentários dos leitores
Freddy Grandke (250) 02/02/2010 10h27
Freddy Grandke (250) 02/02/2010 10h27
"servidores que ameaçam recorrer à Justiça contra a implantação do novo sistema por meio do Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas da União)".
Quer dizer que apesar de ser funcionário "público" eles não querem estar sob controle. Demitam todos e ai eles vão ver como era bom ser funcionário público.
sem opinião
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Washington Marques (129) 02/02/2010 09h57
Washington Marques (129) 02/02/2010 09h57
A Galera que vai trabalhar na campanha dos senadores para a releição ficaram fora do ponto eletronico. No Senado Federal, quanto maior o cargo do funcionário e do Senador, é que a fiscalização tem que ser maior, uma vez que na rede da tranbicagem peixe pequeno não entra. sem opinião
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Plinio Vieira Soares (2) 01/02/2010 22h54
Plinio Vieira Soares (2) 01/02/2010 22h54
É lamentavel que o ex presidente Jose Sarney nao tenha o menor apesso pela sua biografia; Um politico sem carisma, que para se manter no poder negociou com todos os governos possiveis e aceitou as maiores torpezas podia ao menos na velhice respeitar o papel de homem da transiçao democratica e nao terminar assim como uma das maiores vergonhas da classe politica.
Esta promessa de ponto eletronicao é como a de reforma administrativa no Senado, se o Senado fosse uma empresa ja teria quebrado, sua eficiencia é vergonha para os cidadãos.
Se nosso sistema politico exigisse um numero minimo de votos sem os quais nao se elegeriam um politico poderiamos ter uma camara com 500, ou com 400, ou 300 ou 200 representaantes.
O ex presidente deveria se retirar para Ilha do Calhau e rezar para que o país o esquecesse.
sem opinião
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