Lula critica ausência de Yeda e defende candidaturas de Dilma e Tarso
GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Sapucaia do Sul (RS)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu tom eleitoral à sua visita ao Rio Grande do Sul defendendo publicamente a eleição de Dilma Rousseff (Casa Civil) para a Presidência e de Tarso Genro (Justiça) para o governo gaúcho em 2010. Ambos ministros são do PT.
Lula fez críticas à ausência da governadora Yeda Crusius (PSDB) e do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), --dois possíveis adversários de Tarso na eleição pelo governo do Rio Grande do Sul-- em solenidade de lançamento de obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
"A candidatura Dilma, quando for aprovada na convenção, tem extraordinária possibilidade de ser vitoriosa", afirmou o presidente em entrevista à rádio Guaíba, de Porto Alegre.
"A Dilma já tem todas as qualidades que uma pessoa precisa ter para ser candidata a presidente da República", disse.
"Agora é só construir o time que vai entrar em campo. A gente sabe que a torcida é muito importante, mas ela tem que montar o time", afirmou Lula.
Na entrevista, Lula disse que o governo deverá cumprir a meta de construir 1 milhão de casas do programa "Minha Casa, Minha Vida" até o ano que vem e afirmou que as realizações de seu governo serão o "paradigma" sob o qual seu sucessor será comparado.
"Em 2011 vamos ver os efeitos deste meu mandato de oito anos na vida do povo brasileiro. Espero que a Dilma faça o dobro e faça melhor", disse.
Sobre a sucessão gaúcha, Lula declarou apoio, pela primeira vez de forma pública, à pretensão de Tarso Genro voltar a disputar o governo gaúcho.
O presidente disse que o PT gaúcho terá de "aprender com muita humildade" a construir alianças que permitam a Tarso vencer a disputa. "Você pode não juntar todos do seu lado, mas não pode permitir que todos se juntem contra você. É preciso criar um leque de alianças", declarou Lula.
No palanque montado em Sapucaia do Sul (19 km de Porto Alegre), onde assinou ordens de serviço para a construção de uma estrada ligando municípios metropolitanos à capital, Lula criticou Yeda e Fogaça por não estarem na solenidade.
"Um presidente da República que tem de se relacionar com os entes federados. Lamentavelmente estamos chegando perto de um ano político e essa coisa começa a atrapalhar, mas eu não poderia deixar de vir aqui por causa disso."
Ainda no ato oficial, Lula disse que seu governo não discrimina adversários políticos. Sem mencionar diretamente os nomes de Tarso ou Dilma, prometeu voltar ao Rio Grande do Sul em 2010 para pedir votos para seus candidatos.
"Virei a Porto Alegre e a todo Brasil porque nós vamos eleger alguém para dar continuidade a tudo que estamos fazendo neste país porque o país não pode retroceder ao que era."
A assessoria de Yeda disse que o convite da Presidência para a solenidade só foi recebido na quarta-feira, depois que a governadora havia marcado agenda com prefeitos no interior. Hoje a tucana estava em Ijuí (402 km de Porto Alegre).
Fogaça, por meio de nota, afirmou que teria ido à solenidade se tivesse recebido convite oficial ou telefonema.
Dilma e Tarso estavam presentes ao evento. Ela disse que sua candidatura é por enquanto apenas uma "cogitação". A ministra afirmou que dificilmente a atual base lulista estará coesa nas disputas dos governos estaduais.
"É muito possível que o que ocorrer no cenário nacional não ocorra 'ipsis litteris' nos Estados, até porque tem que respeitar as características regionais", disse Dilma.
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A insegurança jurídica propiciada pelo Estado é o grande e irreparável infortúnio. Nada se equivale a ela por destruir o "contrato social", o direito (enquanto patrimônio pessoal) de todos e cada um. Toda a violência que assistimos em nosso dia-a-dia nasce nela pelo efeito multiplicador do exemplo negativo que a realidade do destroçado aparato de segurança do Estado, incluindo aí o judiciário, torna evidente. As autoridades públicas estão perfeitamente conscientes disto.A legalidade insistentemente repetida que reside na mentira do "Estado Democrático de Direito" os torna intocáveis. As condutas prepotentes, arrogantes, insensíveis que escarnece e faz pouco caso da opinião pública são tantos e freqüentes que seria enfadonho citar, por mais, escrevo em ambiente de privilegiados, que pensam. O Direito, hoje, mais do que outrora tornou-se instrumento de poder com a conivência de seus aplicadores e formadores.O Estado encontra nele sua fonte renovável de poder materializada nas MPs: esbulho totalitário.
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Nem o mais crente e ingênuo dos brasileiros acredita. Mensalão não é novidade, é curso de pós-graduação política.OAB, Oposição! Os sujos falando dos mal lavados. A OAB não é mais a mesma; e, oposição, qual? A OAB vem sofrendo um desgaste progressivo em face o corporativismo, politização e má formação do advogado que é péssima tanto na essência quanto na visão do Direito que vige.Isto a não se lembrar o ambiente de trabalho dele, o judiciário: promíscuo, despreparado e retrógrado. Acresce lembrar a lei, instrumento de trabalho dele, que não mais representa a vontade geral, mas, a do grupo no poder. Oposição, na realidade, grupos fortuitos e/ou circunstanciais de interesses movidos pelo escândalo de plantão que a qualquer cochicho que avente vantagem deixam o dito pelo não dito. Existisse "oposição política" fundada em valores e Lula e seus asseclas mensaleiros não estariam livres, leves, soltos e faceiros.
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