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Brasil
19/09/2009 - 08h04

Na Bahia, Serra diz que "mulheres são melhores"

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MATHEUS MAGENTA
da Agência Folha, em Salvador

O governador de São Paulo, José Serra, um dos pré-candidatos à Presidência pelo PSDB e possível adversário de ao menos duas candidatas nas eleições do ano que vem, afirmou em Salvador que "as mulheres são melhores" porque "mulher é durona, quer cumprir a lei e proteger a comunidade".

"Quando eu vou a formaturas da Polícia Militar, as mulheres quase sempre pegam os primeiros lugares. Mulher polícia, mulher juíza, mulher promotora, mulher delegada são fogo", disse em entrevista à TV Itapoan, afiliada da Rede Record.

Nas eleições de 2010, se escolhido pelos tucanos, Serra pode ter como principal adversária a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a quem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aponta como sua candidata pelo PT.

Os elogios à "força das mulheres" são constantes em discursos da ministra em visitas a Estados do Nordeste. Além de Dilma, Serra pode enfrentar também a senadora Marina Silva (PV-AC) na disputa do ano que vem à Presidência.

"Não fizemos nenhuma pesquisa específica [sobre ela]. Ela tem o pleno direito de ser candidata, de mudar de partido. Não seria de bom tom da minha parte opinar sobre isso", disse.

Apesar de ser a segunda visita de Serra a Bahia em menos de dois meses, o governador paulista negou que sua visita tivesse caráter eleitoral. "Pode ser que eu seja candidato no ano que vem, mas eu não vim aqui para fazer campanha."

Segundo ele, o partido ainda não definiu o candidato à Presidência e "não há problema fazer prévia ou não". Ele aproveitou para elogiar o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, um "excelente presidenciável", mas criticou a política de marketing do PSDB. "Os tucanos sempre mereceram nota zero nisso", disse.

Serra chegou à Bahia pela manhã e partiu à noite. Almoçou com o presidente do PSDB baiano, Antonio Imbassahy. Depois, deu palestra na Associação Comercial da Bahia, para cerca de 50 empresários, além de lideranças políticas locais.

Na palestra de quase uma hora e meia, Serra criticou as políticas monetárias adotadas desde a redemocratização, em 1985. Para ele, "o Plano Real deu certo, mas trouxe sequelas". "A questão do desenvolvimento ficou para trás."

Ele ainda comparou os sucessivos planos econômicos, anteriores ao Real, aos inúmeros casamentos da atriz inglesa Elizabeth Taylor. "Toda vez que o novo [casamento] era anunciado, todo mundo torcia para dar certo, mas todos sabiam que ia acabar."

Serra afirmou ainda que a reforma eleitoral em tramitação no Congresso está "razoável" e "não vai atrapalhar [a disputa]". "Eu acho que deveria haver mais restrições a partidos chamados de 'legendas de aluguel'", disse, sem citar nominalmente algum partido.

Comentários dos leitores
Gabriel Ramos (88) 12/12/2009 00h03
Gabriel Ramos (88) 12/12/2009 00h03
"PMDB critica intromissão de Lula na escolha de vice de Dilma e ameaça com candidatura própria". A verdade é que o PMDB está atolado em escândalos, como é o caso do Sarney e do Temer, e precisa desviar a atenção. E todo bom político sabe que uma "briga de comadres" distrai muita gente. sem opinião
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Benedito Silveira (51) 11/12/2009 23h32
Benedito Silveira (51) 11/12/2009 23h32
Durante 8 anos o PMDB foi subserviente ao governo de PT. Assim, o que tem de mais o LULA mandar o PMDB escolher três nomes para compor a chapa da candidata do seu partido? Estranho essa "revolta" da cúpula do PMDB. Se durante 8 anos obedeceu incondicionalmente às ordens do PT, porque agora se irritar com a decisão do seu amo e senhor? "Diga-me com quem andas, que te direi quem és." 1 opinião
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Al Bismillah (19) 11/12/2009 21h59
Al Bismillah (19) 11/12/2009 21h59
FHC para governador do DF.
Por Alá!
7 opiniões
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