Boeing diz que tem melhor proposta e que escolha de F-18 criará parceria Brasil-EUA
da Folha Online
A Boeing divulgou nota hoje defendendo a escolha do seu F-18 na licitação brasileira para compra de 36 caças. A Boeing disputa a licitação com a sueca Saab e a francesa Dassault, que oferecem ao Brasil os caças Gripen e Rafale, respectivamente.
Na nota, a Boeing diz que a escolha dos caças F-18 fará do Brasil um parceiro dos Estados Unidos, e não apenas um cliente comercial da empresa. "Os Estados Unidos e a Boeing acreditam que o Brasil é um país-par, e não somente um país-cliente. O pacote de transferência de tecnologia enfatiza nossa visão de um relacionamento bilateral que se prolongará pelo século 21", diz a nota.
A Boeing informa também que é muito maior que seus concorrentes na licitação. "A Boeing e seus principais fornecedores anualmente registram receita que se aproxima da marca de US$ 500 bilhões. Este mercado --que compreende defesa e comercial-- dos Estados Unidos é 10 a 100 vezes maior que aqueles em que atuam seus competidores."
"A escolha da solução Boeing/Estados Unidos para o programa F-X2 torna esse mercado mais acessível, promovendo assim receita, crescimento e empregos em grau que competidores não conseguem igualar", diz a nota.
De acordo com a nota, a escolha da Boeing garantirá a transferência de tecnologia ao Brasil --um dos requisitos do país para escolha dos caças. "[...] As tecnologias descritas acima fazem parte do contrato direto, governo a governo, aprovado pela Marinha, Departamento de Defesa, Departamento de Estado e Congresso dos Estados Unidos."
A Boeing alerta ainda para o fato de ser uma empresa que cumpre seus prazos de entrega. "O governo brasileiro poderá contar com alto grau de confiança de que as tecnologias acima descritas, que derivam da proposta de offsets da Boeing, cumprirão os requisitos e prazos da FAB. Mundialmente, a Boeing já completou mais de US$ 30 bilhões em obrigações industriais, dentro ou antes do prazo."
O prazo para entrega das propostas foi adiado de 21 de setembro para 2 de outubro. O governo brasileiro já sinalizou preferência pelos franceses Rafale. Para se contrapor, o vice-ministro de Defesa da Suécia, Hakan Jevrell, o Brasil poderá comprar o dobro de aviões pelo preço de um, oferecido pelos concorrentes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou a disputa entre os países pelos caças e disse que daqui a pouco o país conseguiria os caças "de graça".
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Se houvesse no governo brasileiro um Takeo Fukuda, certamente veríamos aplicada aqui sua filosofia de quem apostou na indústria japonesa, levando-a ao topo do mundo: "Copiar para criar, criar para competir, competir para vencer."
Quando é que sairemos da retaguarda da indústria mundial, se nossas reservas vão servir ao desenvolvimento de países estrangeiros?
Se os suecos puderam chegar lá, nós também poderemos...
Que pressa é essa e que estranho complexo de inferioridade é esse!
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