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Brasil
09/10/2009 - 14h52

Lula critica "vandalismo" do MST e diz que há outras formas para se manifestar

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou nesta sexta-feira de "vandalismo" a ação de integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) na fazenda Santo Henrique, em São Paulo, que resultou na destruição de parte do laranjal e de equipamentos e produtos da propriedade.

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O presidente afirmou que é a favor da manifestação dos movimentos sociais, mas disse que "obviamente" não pode concordar com a destruição de fazendas produtivas.

07.out.2009/Folha Imagem
Trabalhadores do MST destruíram tratores e maquínas agrícolas fazenda da Cutrale
Trabalhadores do MST destruíram tratores e maquínas agrícolas fazenda da Cutrale

"Todo mundo sabe que eu sou defensor das lutas sociais e de que o povo se manifeste. Agora, entre uma manifestação para reivindicar alguma coisa e aquela cena de vandalismo feita na televisão... Obviamente que não posso concordar com aquilo porque não tem explicação para a sociedade você derrubar tantos pés de laranja apenas para mostrar que você está reivindicando. Você poderia demonstrar sem precisar fazendo essa destruição em massa em pés de laranja", disse.

O presidente disse que a lei existe para punir este tipo de ação. "De qualquer forma, todo mundo já a prendeu no Brasil que esse país tem lei, que tem Constituição. Quem estiver dentro da lei pode fazer qualquer coisa, agora, quem não tiver pagará o preço por fazer", afirmou.

Os integrantes do MST invadiram no dia 28 de setembro a fazenda Santo Henrique, na divisa dos municípios de Iaras e Lençóis Paulista, em São Paulo. A propriedade só foi desocupada na quarta-feira.

Segundo o movimento, cerca de 450 famílias ocupavam o local em protesto pela reforma agrária na região.

Os sem-terra informaram que foram derrubados cinco hectares de plantação de laranja, ou seja, 50 mil metros quadrados. A Cutrale, por sua vez, informou que no local há 1 milhão de pés de laranja e que mais de 7.000 foram destruídos. Segundo a empresa, 300 funcionários foram expulsos da fazenda pelos sem-terra.

Comentários dos leitores
José Alberto (248) 16/12/2009 19h13
José Alberto (248) 16/12/2009 19h13
Nós os paulistas e paulistanos não podemos deixar um movimento criminoso como o mst controlar nossas vidas e não deixamos mesmos, e mais queremos que todos os estados cooperem e não se deixem levar por promessas e não deem asilo a esses criminosos começando que são atos terroristas que os mesmo praticam... sem opinião
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José Alberto (248) 16/12/2009 19h03
José Alberto (248) 16/12/2009 19h03
Não foram os mesmos que atiraram em um helicoptero da reportagem e a falada não agressão cade mst criminoso...isso tudo foi filmado e não foi montagem não.... sem opinião
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José Alberto (248) 16/12/2009 18h53
José Alberto (248) 16/12/2009 18h53
O QUE A POLICIA USOU FOI POUCO,ora se a fazenda que de qq maneira é do estado de São Paulo, não é para ser invadida, e a policia ainda demorou muito para tocar os vandalos não deveria nem deixar entrar, e mais para vandalos não precisa de ordem judicial é chegar e tirar...... sem opinião
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