MST atribui vandalismo a infiltrados e diz que fatos foram deturpados pela mídia e reacionários
da Folha Online
O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) divulgou nota hoje para reafirmar que não tem responsabilidade sobre os atos de vandalismo ocorridos na fazenda Santo Henrique, localizada na divisa dos municípios de Iaras e Lençóis Paulista, em São Paulo. O MST culpa supostos infiltrados no movimento pela depredação da fazenda.
| 07.out.2009/Folha Imagem |
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| Trabalhadores do MST destruíram tratores e maquínas agrícolas fazenda da Cutrale |
"Nós lamentamos muito quando acontecem desvios de conduta em ocupações, que não representam a linha do movimento. Em geral, eles têm acontecido por causa da infiltração dos inimigos da reforma agrária, seja dos latifundiários ou da policia", diz a nota. "O que aconteceu desde a saída das famílias e a entrada da imprensa na fazenda deve ser investigado."
A fazenda pertence à empresa de de sucos de laranja Cutrale. O MST contesta a posse e diz que a Cutrale explora ilegalmente a área e que as terras pertencem à União.
A explicação do MST ocorre no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou o ato de vandalismo.
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Segundo o MST, a responsabilização do MST foi articulada por setores conservadores da sociedade, como latifundiários. "Há uma clara articulação entre os latifundiários, setores conservadores do Poder Judiciário, serviços de inteligência, parlamentares ruralistas e setores reacionários da imprensa brasileira para atacar o MST e a Reforma Agrária. Não admitem o direito dos pobres se organizarem e lutarem", diz a nota.
Na nota, o MST diz que a versão adulterada da depredação é resultado da ação da mídia e dos setores da sociedade que são contrários ao movimento. Atribui também o fato à tentativa de inibir eventuais candidaturas de defensores da reforma agrária.
"Em períodos eleitorais, essas articulações ganham mais força política, como parte das táticas da direita para impedir as ações do governo a favor da reforma agrária e 'enquadrar' as candidaturas dentro dos seus interesses de classe", afirma a nota.
O MST pede que a sociedade não julgue o movimento pela suposta versão deturpada dos fatos. "À sociedade, pedimos que não nos julgue pela versão apresentada pela mídia. No Brasil, há um histórico de ruptura com a verdade e com a ética pela grande mídia, para manipular os fatos, prejudicar os trabalhadores e suas lutas e defender os interesses dos poderosos."
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