Crescimento do Brasil facilita crime financeiro, diz promotor Adam Kaufmann
da Folha Online
O promotor Adam Kaufmann, chefe das investigações na Promotoria de Nova York, afirmou que a ascensão do Brasil à categoria de economia classe A provocará um crescimento nada glorioso, já que vai aumentar o número de criminosos brasileiros de colarinho branco em processos internacionais, informa reportagem de Mario Cesar Carvalho, publicada nesta segunda-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Segundo ele, a razão é que "a globalização da economia trouxe mais oportunidades para os criminosos financeiros".
Kaufmann tem laços com o Brasil --investigou doleiros e conseguiu a ordem de prisão contra o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) na Justiça de Nova York, onde ele é acusado de "ter roubado" recursos da Prefeitura de São Paulo.
A ordem de prisão baseia-se numa investigação segundo a qual Maluf usou bancos de Nova York para esconder recursos desviados --o que o ex-prefeito sempre negou.
"Seria impróprio fazer comentários sobre esse caso porque ele é um fugitivo da Justiça de Nova York. Mas há dados públicos que nós obtivemos com a Justiça da ilha de Jersey, da Suíça e de inúmeras outras fontes. É muito claro para nós que Paulo Maluf controla inúmeras contas fora do Brasil. Em algumas dessas contas não há o nome de Maluf. Mas é evidente que ele tem o controle absoluto sobre elas", disse o promotor.
Em Curitiba, onde esteve para um encontro de juízes federais, Kaufmann criticou a lentidão e a impunidade na Justiça brasileira.
"O tempo de duração de um processo é um grande problema que o Brasil precisa resolver. Meus colegas brasileiros reclamam muito disso. Os criminosos de colarinho branco não vão para a prisão aqui. Com isso, as pessoas não vão acreditar mais na lei e na igualdade da Justiça. Vão perder as suas ilusões sobre o sistema judiciário."
Outro lado
A assessoria de Paulo Maluf diz que a declaração de Kaufmann de que algumas contas não têm o nome do deputado é um reconhecimento do que ele sempre disse: que não tem conta bancária no exterior.
Maluf diz que não é fugitivo da Justiça, já que esteve este ano na Argentina, Inglaterra, Itália e Espanha e não foi preso.
Leia a reportagem completa na Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.
Leia mais sobre Paulo Maluf
- Filhos de Maluf vão responder a processos na Justiça comum
- Mônica Bergamo: Maluf diz que escreve livro-bomba para ser publicado após sua morte
- Defesa de Maluf quer extinguir ações fora do país
Outras notícias da editoria de Brasil
- Oposição cobra apuração de ingerência em ministério
- Lula projeta Brasil a "líder regional e ator global de 1ª ordem", diz jornal argentino
- Justiça dos Estados atrasa meta nacional para processos
Especial
- Veja o que existe em arquivo sobre Paulo Maluf
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


avalie fechar
Caro amigo, é claro que quem não come doce, quando come..., mas por outro lado, é muito bom saber que o mundo globalizado começa a nos ver com outros olhos, e isso é bom.
Aumenta a autoestima, nos enche de orgulho. Mas não podemos esquecer de fiscalizar sempre. Se nos olham assim, com certeza é porque o povo também está mudando. É preciso que se mude a forma de protestar, de cobrar as autoridades, é preciso que nossa cultura melhore, que nosso IDH aumente, (estamos classificados em 75º), é extremamente necessário que o povo passe a admirar a política e não os políticos, pois quanto mais dizemos que não gostamos de política, mais os políticos a amam.
Com certeza, quanto mais desenvolvido um país se torna, o nível de corrupçao também aumenta, mas o povo também se tornará mais sábio, uma coisa leva a outra, amigo. E... potanto, para aqueles que estão pensando em tirar proveito, se cuidem! QUEM VIVER VERÁ...
avalie fechar
Mais fácilidade ainda, seo Kaufmann?
That's impossible!
avalie fechar