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Brasil
12/10/2009 - 11h22

Crescimento do Brasil facilita crime financeiro, diz promotor Adam Kaufmann

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da Folha Online

O promotor Adam Kaufmann, chefe das investigações na Promotoria de Nova York, afirmou que a ascensão do Brasil à categoria de economia classe A provocará um crescimento nada glorioso, já que vai aumentar o número de criminosos brasileiros de colarinho branco em processos internacionais, informa reportagem de Mario Cesar Carvalho, publicada nesta segunda-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Segundo ele, a razão é que "a globalização da economia trouxe mais oportunidades para os criminosos financeiros".

Kaufmann tem laços com o Brasil --investigou doleiros e conseguiu a ordem de prisão contra o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) na Justiça de Nova York, onde ele é acusado de "ter roubado" recursos da Prefeitura de São Paulo.

A ordem de prisão baseia-se numa investigação segundo a qual Maluf usou bancos de Nova York para esconder recursos desviados --o que o ex-prefeito sempre negou.

"Seria impróprio fazer comentários sobre esse caso porque ele é um fugitivo da Justiça de Nova York. Mas há dados públicos que nós obtivemos com a Justiça da ilha de Jersey, da Suíça e de inúmeras outras fontes. É muito claro para nós que Paulo Maluf controla inúmeras contas fora do Brasil. Em algumas dessas contas não há o nome de Maluf. Mas é evidente que ele tem o controle absoluto sobre elas", disse o promotor.

Em Curitiba, onde esteve para um encontro de juízes federais, Kaufmann criticou a lentidão e a impunidade na Justiça brasileira.

"O tempo de duração de um processo é um grande problema que o Brasil precisa resolver. Meus colegas brasileiros reclamam muito disso. Os criminosos de colarinho branco não vão para a prisão aqui. Com isso, as pessoas não vão acreditar mais na lei e na igualdade da Justiça. Vão perder as suas ilusões sobre o sistema judiciário."

Outro lado

A assessoria de Paulo Maluf diz que a declaração de Kaufmann de que algumas contas não têm o nome do deputado é um reconhecimento do que ele sempre disse: que não tem conta bancária no exterior.

Maluf diz que não é fugitivo da Justiça, já que esteve este ano na Argentina, Inglaterra, Itália e Espanha e não foi preso.

Leia a reportagem completa na Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.

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Comentários dos leitores
sérgio dourado (344) 12/10/2009 20h43
sérgio dourado (344) 12/10/2009 20h43
É uma pena a ilação desse sr.Kaufmann de que o crescimento do Brasil corresponde a um aumento proporcional da corrupção.Significa que o país tem uma espécie de "maldição" do crescimento além da própria ala super conservadora do Banco Central,que diz que o Brasil não pode crescer mais do que 5%,enquanto a Índia,China e Rússia crescem ao dobro dessa taxa?Onde já se viu que há um limite pra o crescimento de um país com as capacidades do Brasil?Por isso que a educação está uma $#%¨,pois não se privilegia o crescimento real,mas apenas algumas taxas de PIB.Qualificando os trabalhadores,aumentam-se os salários,aumentando salários,aumenta-se o consumo e a economia vai bem,obrigado.Mas aí tem a tal da inflação,que só é de um dígito na calculadora do Banco Central.O Brasil precisa sair dessa lógica catastrófica e derrotista de que aumentando a riqueza do país,aumentará a corrupção:pois isso só ajuda aos corruptos.Aumentando mecanismos de vigilância do poder público e a capacidade de participação da população nas tomadas de decisões,é que cresceremos com qualidade para todos na construção de um país realmente democrático e republicano.Se um país aceitar como "natural" a corrupção,que ao crescer também crescerão os corruptos,está fadado a não atingir o lugar que lhe cabe ou que ele poderia almejar e nem mesmo se constituir como um Estado de fato e de direito.E aqueles que ficarem de braços cruzados,também serão culpados,de se não promoverem o mau e a ignorância. sem opinião
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Elias kuster (18) 12/10/2009 20h10
Elias kuster (18) 12/10/2009 20h10
O povo brasileiro sonha em ver manchetes como essas: "O Brasil é um país desenvolvido", ou "Enfim, somos economicamente fortes", e por aí vai...
Caro amigo, é claro que quem não come doce, quando come..., mas por outro lado, é muito bom saber que o mundo globalizado começa a nos ver com outros olhos, e isso é bom.
Aumenta a autoestima, nos enche de orgulho. Mas não podemos esquecer de fiscalizar sempre. Se nos olham assim, com certeza é porque o povo também está mudando. É preciso que se mude a forma de protestar, de cobrar as autoridades, é preciso que nossa cultura melhore, que nosso IDH aumente, (estamos classificados em 75º), é extremamente necessário que o povo passe a admirar a política e não os políticos, pois quanto mais dizemos que não gostamos de política, mais os políticos a amam.
Com certeza, quanto mais desenvolvido um país se torna, o nível de corrupçao também aumenta, mas o povo também se tornará mais sábio, uma coisa leva a outra, amigo. E... potanto, para aqueles que estão pensando em tirar proveito, se cuidem! QUEM VIVER VERÁ...
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Sergio Lavinas (131) 12/10/2009 15h51
Sergio Lavinas (131) 12/10/2009 15h51
"Crescimento do Brasil facilita crime financeiro, diz promotor Adam Kaufmann"
Mais fácilidade ainda, seo Kaufmann?
That's impossible!
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