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Brasil
21/10/2009 - 18h20

Senadores cobram explicações de Sarney sobre contratação de servidores sem concurso

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Parlamentares de diversos partidos pediram explicações nesta quarta-feira ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sobre proposta em discussão na Mesa Diretora da Casa que permite a contratação de novos servidores para a instituição sem concurso público.

Apesar de Sarney negar que o Senado esteja disposto a contratar servidores sem concurso, parlamentares consideraram estranho o fato estar em discussão na Mesa.

A polêmica teve início depois que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) questionou Sarney sobre reportagem, publicada no jornal do Senado, com a informação de que o Conselho de Administração da Casa havia elaborado uma minuta de projeto com mudanças nos gabinetes dos parlamentares --o que incluiria contratar novos servidores ou chefes de gabinetes sem concurso.

Suplicy pediu explicações publicamente a Sarney, num gesto que foi seguido por outros parlamentares.

"O Conselho de Administração, que não possui como membros efetivos funcionários da carreira que trabalham nos gabinetes, tem legitimidade para propor projeto de resolução que altere a conformação de pessoal nos gabinetes de senadores? A matéria pode ser aprovada pela Mesa Diretora sem que os senadores possam discuti-la?", questionou Suplicy.

Sarney disse que não haverá a criação de novos cargos na Casa, mas prometeu submeter o estudo em execução pela Mesa Diretora aos demais parlamentares. "Essa é uma orientação que a Mesa tomou. Na hora que definirmos o projeto, deve ser na próxima semana, vamos submeter o estudo a todos os parlamentares, os quais terão tempo para opinar sobre isso. Depois de receberem essa contribuição, teremos uma sessão administrativa, só administrativa, para a votação da reforma", afirmou.

Segundo Suplicy, a mudança na estrutura dos gabinetes dos parlamentares está sugerida no relatório da FGV (Fundação Getúlio Vargas) que fez uma espécie de raio-x na Casa Legislativa. Sarney prometeu executar uma ampla reforma administrativa no Senado depois da crise que atingiu a instituição com base nas propostas apresentadas pela fundação.

Entre as sugestões, estaria a de permitir aos senadores contratar chefes de gabinete sem concurso público, o que abriria brechas para indicações políticas ao Senado. Também estaria prevista, na proposta, a criação de 102 cargos comissionados nos gabinetes de senadores e líderes, com salários em torno de R$ 9 mil.

Para o senador Papaléo Paes (PSDB-AP), o Senado não deve criar novos cargos depois de ter sua imagem desgastada junto à opinião pública nos últimos meses. "Sou a favor que permaneçam os servidores da Casa. Como justificar se eu trouxer alguém do Amapá para ser meu chefe de gabinete? Isso não se justifica", afirmou Paes.

O líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN), disse que foi procurado por chefes de gabinetes preocupados com a suposta mudança na estrutura da Casa. "Pensar em contratar 102 pessoas a essa altura seria insensatez. Todos nós conhecemos os nossos chefes de gabinete, são todos funcionários da melhor qualificação. Não há porque mexer em time que vai bem", disse Agripino.

Comentários dos leitores
eduardo braga (38) 28/11/2009 10h54
eduardo braga (38) 28/11/2009 10h54
Mudando de assunto: em que ficou a reforma política? Enquanto permanecer esse sistema político
que aí está não haverá ORDEM E PROGRESSO para o povo brasileiro.Teremos cada vez mais impostos escorchantes, baderna generalizada nos poderes públicos, ausência calamitosa de justiça, e tudo o mais que não presta mas agrada a natureza canalha dos políticos, lobistas, marketeiros e suas
cortes (asseclas).
sem opinião
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Alziro Ribeiro da Silva (41) 28/11/2009 08h57
Alziro Ribeiro da Silva (41) 28/11/2009 08h57
O nosso povo gosta mesmo de tirar sarro, não acham? se é pobre é porque ficam horas nos pronto socorros e ricos como Sarney porque teve mordomias, esse é nosso BRASIL AMADO!!!! sem opinião
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MARCELO SPENCER DE PAULA (597) 28/11/2009 08h39
MARCELO SPENCER DE PAULA (597) 28/11/2009 08h39
"BRASILIA LITERALMENTE A CAPITAL DA CORRUPÇÃO"
Decididamente os pulhas travestidos de políticos abrigados em todos os partidos da nau há muito não se intimidam ou mesmo se acanham ao serem pegos em escutas e gravações onde o tema em questão seja peculato e corrupção.
A falta de vergonha e desfaçatez que envolve os dissolutos políticos de norte a sul é algo que já virou tão constante e corriqueiro que tais práticas hediondas já fazem parte de nosso "bom convívio" onde prevaricar e assaltar o erário se tornaram atos cotidianos.
Pois quantas vezes nesses últimos anos os escândalos oriundos desses imundos murídeos (vulgo mandatários do povo) nos contemplam com "maravilhas" que nos deixam boquiaberto?
De certo que a coisa torpe e licenciosa se tornou bem mais republicana e democrática quando o presidente de nós todos minimiza os deslizes argüindo: como "erros administrativos"
Onde os escândalos do mensalão, cartão corporativos, Sarney e prole, Renan e amantes,
Delúbio rindo e nos tomando por meros otários e tantos outros mais.
E prá fechar o ano com chave de ouro, Brasília reduto e abrigo de todos os sanguessugas da união nos contempla com mais uma bagatela de aberração.
Onde o governador do DF José Roberto Arruda (DEM) que fora duramente desnudado pela PF onde fazia parte de verdadeira orgia e sangria com todas as provas contra si, faz como todos - e alega "eu não sabia DI NADA"
Pergunto, quantas vezes sentiremos vergonha de sermos esbulhados brasileiros?
Spencer
sem opinião
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