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Brasil
22/10/2009 - 17h44

Governistas serão maioria na CPI do MST; base indicará 23 das 36 vagas

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Partidos da base aliada do governo federal vão indicar 23 dos 36 integrantes da CPI do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), criada nesta quarta-feira. Apesar de o governo ter trabalhado contra a criação da CPI, o regimento do Congresso prevê a divisão das cadeiras na comissão de acordo com os tamanhos das bancadas no Legislativo.

Como a base aliada tem ampla maioria na Câmara e no Senado, os partidos governistas vão indicar 11 senadores e 12 deputados para a CPI --das 36 cadeiras de titulares da comissão. A oposição (DEM, PSDB e PPS) ficou com seis vagas de senadores e cinco de deputados, enquanto o PSOL e o PSC também poderão indicar membros para a comissão, seguindo o rodízio estabelecido entre os partidos com menores bancadas.

Veja lista de deputados que retiraram nomes do requerimento da CPI do MST
Maioria dos deputados que retirou nome do requerimento da CPI do MST é do PR
Base aliada articula para ficar com presidência e relatoria da CPI do MST

Além de ser minoria entre os integrantes da comissão, os partidos de oposição também não devem conseguir ficar com nenhum cargo de comando da CPI. Pelo regimento do Congresso, as maiores bancadas da Câmara e do Senado têm direito a indicar o presidente e o relator da comissão. O PMDB tem maioria tanto na Câmara quando no Senado, por isso deve ter o controle da CPI.

O PT, porém, trabalha nos bastidores para ficar com um dos cargos de comando da CPI do MST. Como muitos peemedebistas integram a chamada "bancada ruralista", em grande parte contrária ao movimento dos sem terra, deputados petistas temem que o PMDB possa prejudicar o governo durante as investigações.

Também há no Congresso a tradição que permite à oposição ficar com um dos cargos de comando da CPI, mas a base sinalizou não estar disposta a ceder a presidência ou a relatoria ao DEM e PSDB.

"Agora vamos ter de estudar todo o cenário. Mas têm as prerrogativas regimentais das bancadas, os maiores partidos indicam a presidência e a relatoria da CPI. São as bancadas que a população elegeu. Isso vai ser todo um trabalho de engenharia complexa, demorada, e de baixíssima produtividade. O país não ganha nada com essa CPI", disse o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS).

A oposição acusa o governo federal de repassar recursos federais ao MST por meio de entidades "laranjas" do movimento --que seriam cadastradas no Ministério do Desenvolvimento Agrário para receber recursos federais repassados ao movimento do sem terra. O governo, por sua vez, nega que tenha repassado dinheiro ao MST por meio de entidades cadastradas no ministério.

Manobra

Os governistas tentaram impedir a criação da CPI do MST, mas a ofensiva não foi suficiente para derrubar a comissão. A oposição apresentou, inicialmente, 182 assinaturas de deputados favoráveis à CPI do MST. Os governistas convenceram 19 deputados a voltarem atrás, mas DEM e PSDB conseguiram mais 47 assinaturas, o que resultou no total de 210 deputados favoráveis à CPI. Para que a comissão fosse criada, eram necessárias assinaturas de pelo menos 171 deputados.

No Senado, onde não houve ofensiva do governo contra a CPI, a oposição conseguiu o apoio de 36 senadores à comissão --nove a mais que o mínimo necessário para a criação da comissão mista (com deputados e senadores).

Comentários dos leitores
J. R. (1172) 28/11/2009 09h55
J. R. (1172) 28/11/2009 09h55
Só uma nação de ignorantes não entende a necessidade de se fazer reforma agrária. Todas as nações do 1o. Mundo fazem reforma agrária, a mais recente foi Portugal. Chega de ignorância, desconhecimento e mau uso da terra nacional! sem opinião
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Cassio Tavares (678) 27/11/2009 09h05
Cassio Tavares (678) 27/11/2009 09h05
Uma nova revista em breve estará circulando na imprensa brasileira. Ah, o nome da revista : IN-VEJA. 1 opinião
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Edvaldo Freitas (1) 22/11/2009 16h50
Edvaldo Freitas (1) 22/11/2009 16h50
O MST é um movimento com atitudes criminosas e deveriam ser tratados como tal. Não podemos concordar com este movimento, que não passa de um modelo de crime organizado. 6 opiniões
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