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Brasil
22/10/2009 - 22h46

Foi uma metáfora infeliz, diz Marina Silva sobre declaração de Lula

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REGIANE SOARES
da Folha Online

A senadora Marina Silva (PV-AC) classificou nesta quinta-feira como uma "metáfora infeliz" a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de fazer alianças. Em entrevista à Folha Lula disse que Jesus Cristo teria que fazer uma coalizão com Judas se precisasse de apoio numa votação. "Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão", afirmou Lula.

"Nem todas as metáforas são felizes e essa é uma metáfora infeliz. Obviamente que Jesus já nos mostrou que a aliança com Judas, quando a gente já sabe que ele é Judas, não deve ser feita. Jesus apostou que Judas poderia fazer diferente o tempo todo, mas quando ele se declarou Judas, não houve mais um lugar naquele momento. Foi uma metáfora infeliz", afirmou Marina.

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Questionada se o PMDB --que nesta semana fez um pré-acordo com o PT para as eleições de 2010-- seria o Judas, Marina ressaltou que existem muitas pessoas sérias dentro do partido e que, se o assunto for generalizado, poderia cometer injustiças.

A senadora também defendeu a reforma política para evitar que os partidos deixem de se comportar como "máquinas de ganhar poder".

"Os partidos precisam deixar de se comportar como máquinas de ganhar poder e assumir que têm que discutir projetos, ideias e o que pensam para o país. Obviamente que isso só vai acontecer se fizermos a reforma política. Mas os partidos não são o problema. O problema é o que estão fazendo com essas estruturas que estão, cada vez mais, virando espaço de ganhar o poder pelo poder", disse.

Evangélica da Assembleia de Deus, Marina participou hoje do simpósio "Espiritualidade do Cuidado", promovido pela Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo, sobre ambiente.

A senadora falou sobre a necessidade do "uso cuidadoso" dos recursos naturais do planeta e se identificou com os fiéis ao chamá-los de irmãos e citar vários trechos da Bíblia. Também sugeriu aos líderes da igreja que, quando forem trocar o púlpito, que exijam um móvel de madeira certificada.

O pastor titular da Primeira IPI, Abival Pires da Silveira, explicou que a presença de Marina não teve objetivo eleitoral, uma vez que a senadora é pré-candidata à Presidência da República. Segundo ele, o simpósio começou a ser preparado há mais de um ano, antes de Marina deixar o PT e mudar o cenário político nacional. "Não tem conotação política, embora os outros tentem usar politicamente", disse.

Comentários dos leitores
Edgar Silva (46) 23/12/2009 17h19
Edgar Silva (46) 23/12/2009 17h19
Até que o Ciro Gomes está bem mais barato que o Sarney. Será que só 01 ano de ministério será suficiente. Acredito que deve ter algo mais por fora , digamos assim não contabilizado. sem opinião
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O presidente Lula, sua candidata Dilma Rousseff, e o governador Sérgio Cabral, que vai disputar a reeleição, participaram ontem da inauguração de apartamentos no Morro do Alemão e em Manguinhos. Fizeram campanha eleitoral aberta, clara, rasgada e ilegal. Para essa gente a lei deixou de ser uma referência. Ao contrário: quando alguém se lembra de cumpri-la, certos setores são tomados de verdadeira indignação cívica. Quando políticos usam recursos públicos, como o grupo fez ontem, em benefício de seu partido ou das próprias candidaturas, estão, de modo indireto, metendo dinheiro na meia, na cueca, na bolsa de couro como os mensalerios de Arruda. Trata-se de apropriação de recursos públicos. E a lei coíbe tal prática. Pior: os discursos de Lula e Dilma foram um primor de autoritarismo e de desprezo pela democracia. Os governadores de Estado cassados pelo TSE por "abuso do poder econômico" eram aprendizes de feiticeiro perto do que se viu em Manguinhos e no Morro do Alemão. Alguns setores da imprensa dizem que errado está o governador José Serra, que se nega a entrar nessa lama legal para a qual Lula insiste em arrastá-lo. Não tem de entrar mesmo. É claro que o país e a democracia precisam de uma oposição competitiva. Mas precisa também de uma oposição que respeite a lei, já que o governo não a respeita. Parte da imprensa em vez de censurar o desmando, cobra de Serra que faça o mesmo. Porque fazer o errado, o ilegal, passou a ser visto como sinal de esperteza. 2 opiniões
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Cassio Tavares (810) 23/12/2009 16h40
Cassio Tavares (810) 23/12/2009 16h40
Cezar Marcelo, o que o governo quer mostrar e vai mostrar em sua propaganda não é a diferença entre bons e maus e entre ricos e pobres. É a diferença entre os que fizeram muito para recuperar o pais da quebradeira, daqueles que não fizeram nada, a não ser sair mundo a fora passando o chapéu nos organismos internacionais para o Brasil não ir à lona, bater com a cara no chão. 1 - A inflação estava em 11,9% e agora em 4,5%.
2 - A dívida pública mobiliária era de 57,6% e agora de 44,1% . Em numeros : essa é dívida era pelo percentual acima de 1,927 trilhões e hoje ela está em 1,475 trilhoes ( último dado publicado ). Só aí Sr. Valias foi uma economia, na boa matemática de R$ 452.000.000.000 00.
3 - A Taxa Selic foi entregue em Dez. de 2.002 em
25,2% ao ano ( em Setembro de 1.999 ela foi a 44,8% ). Hoje ela está em 8,75%.
4 - Dívida externa. Essa aí dá vontade de chorar.
O governo brasileiro devia 223 bilhões de dólares e tinha 18 bilhões em caixa ( dinheiro emprestado pelo FMI ). Para o Brasil não ir a lona os ministros da fazenda passavam o chapéu nos bancos internacionais, e o FMI vinha aqui todo mes dar as suas ORDENS. Que tristeza.
Hoje temos 240 bilhões em caixa e uma dívida externa de 203 bilhões de dólares ou seja, sobra dolares e por isso emprestamos 10 bilhões ao FMI ( aquele que nos dava ordens ). A diferença está ai para quem quizer ver, o que era o Brasil quando para os estrangeiros a capital do país era Buenos Aires e hoje. Pergunte aos estrangeiros.
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