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21/09/2004 - 12h24

Na ONU, Lula defende fim das desigualdades para garantir a paz

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da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje mudanças na atuação dos organismos multilaterais, como o FMI (Fundo Monetário Internacional), para diminuir as desigualdades sociais e garantir a paz duradoura no mundo.

Lula afirmou que o "caminho da paz" exige uma nova ordem internacional, que garanta oportunidades reais de progresso econômico e social para todos os países.

As afirmações foram feitas durante discurso de abertura da Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York. O evento reúne chefes-de-Estado e a elite diplomática internacional.

"A situação exige dos povos e de seus líderes um novo centro de responsabilidade individual e coletiva. Se queremos a paz, devemos construi-la. Se queremos eliminar a violência, é preciso remover suas causas profundas, com a mesma tenacidade com que enfrentamos os agentes do ódio", disse.

O presidente defendeu a reforma do modelo de desenvolvimento global e a existência de instituições internacionais efetivamente democráticas --"baseadas no multilateralismo, no reconhecimento dos direitos e aspirações de todos os povos", segundo suas palavras.

"Hoje, em 54 países a renda per capita está mais baixa do que há dez anos. Em 34 países, a expectativa de vida diminuiu; em 14, mais crianças morrem de fome. Na África, 200 milhões de seres humanos estão num cotidiano de fome, doença e desamparo, ao qual o mundo se acostuma anestesiado pela rotina do sofrimento alheio e longínquo."

Lula disse que a falta de saneamento básico matou mais crianças na década passada do que todos os conflitos armados desde a segunda guerra mundial juntas. "Da crueldade não nasce o amor. Da fome e da pobreza jamais nascerá a paz", disse.

"Apenas neste ano, mais de 1.700 pessoas já morreram vítimas de ataques terroristas ao redor do mundo --em Madri, Bagdá, Jacarta. [São} Tragédias que vem somando a tantas outras na Índia, Oriente Médio, Estados Unidos e, recentemente, ao sacrifício bárbaro das crianças de Beslan. A humanidade está perdendo a luta pela paz", afirmou.

Colonialismo econômico

Para Lula, a diplomacia internacional e as regras comerciais perpetuaram o que chamou de "colonialismo econômico e social".

"Barreiras protecionistas e outros obstáculos ao equilíbrio comercial, agravados pelas concentração dos investimentos, do conhecimento e da tecnologia, sucederam-se ao domínio colonial. Manteve-se a lógica que drena o mundo da escassez para irrigar o do privilégio. Nas últimas décadas, a globalização assimétrica e excludente aprofundou o legado devastador da miséria e regressão social", disse Lula.

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