ONG ligada a José Sarney vai continuar aberta
da Agência Folha
da Agência Folha, em Belém
O fechamento da Fundação José Sarney não afetará a Abom (Associação dos Amigos do Bom Menino das Mercês), disse Raimundo Nonato Pereira Filho, presidente da entidade da qual o senador José Sarney (PMDB-AP) é "presidente de honra e perpétuo".
Pagamentos feitos pela fundação para a Abom --que tem Fernando Sarney, filho do senador, como um de seus fundadores-- são alvo de investigação do Ministério Público do Maranhão, sob a suspeita de desvio de recursos.
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Segundo Pereira Filho, a associação não depende da família Sarney para sobreviver, pois se mantém com o que é doado por pessoas físicas.
Com um custo mensal de cerca de R$ 20 mil, há dinheiro em caixa, afirmou Pereira Filho, para continuar funcionando até o final deste ano.
"Se vai ter patrocínio ou não depois disso, a gente não sabe", afirmou. "Mas é lógico que a associação deve sentir o mesmo reflexo disso [denúncias que diminuem as contribuições]".
Pereira Filho disse que a Abom oferece aulas de música para cerca de 680 crianças e adolescentes pobres de São Luís (MA), que participam de uma banda da associação. Ele negou qualquer irregularidade na administração da ONG.
Investigação
O Ministério Público Federal no Maranhão recebeu na segunda-feira o relatório com 17 volumes que é resultado da investigação da CGU (Controladoria Geral da União) sobre a denúncia de desvio de verba pela Fundação José Sarney.
Segundo o MPF, o fechamento da instituição, anunciado por Sarney anteontem, não vai atrapalhar o andamento das investigações. A previsão é que em até dez dias o procurador Régis Richael Silva decida pelo ajuizamento ou não da ação.
No dossiê feito pela CGU, constam, por exemplo, registros de movimentação bancária de todas as empresas que tiveram acesso a verba repassada pela Petrobras à fundação, por intermedio da Lei Rouanet.
Já o processo do MPF que pede a devolução do Convento das Mercês (sede da Fundação José Sarney) ao Estado deve ser extinto, segundo o órgão, se confirmada a devolução do prédio prometida ontem pelo presidente da fundação, José Carlos Sousa Silva.
Silva disse, antes disse, a fundação vai acertar as contas com os funcionários e formalizar o fim da instituição. "Não estamos querendo enrolar nem enganar ninguém. O prédio será devolvido", afirmou.
Ele disse que as denúncias contra a fundação são fruto do "preconceito sulista contra os nordestinos".
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Ps: E os documentos da Satiagraha...???, será que já estão nas mãos dos advogados do Oportunity...???, é só uma questão de tempo..., o Ministro Joaquim Barbosa poderia ficar atento a esse caso, que caminha para o arquivamento ou engavetamento..., tanto faz..., o final é uma reta só..., já faz muito tempo que é assim.
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Logo, ele manda mesmo e não pede.
Apoia o Lula em troca de receber favores.
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