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Brasil
28/10/2009 - 08h51

Juízes são investigados por liberar multas milionárias no MA

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da Folha Online

A Corregedoria do TJ (Tribunal de Justiça) do Maranhão ordenou a abertura de processos administrativos disciplinares contra sete juízes que atuam em quatro das nove varas cíveis de São Luís (MA), informa reportagem de Rubens Valente, publicada nesta quarta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Segundo a reportagem, na maioria dos casos, os juízes aplicaram multas contra bancos e fundos de pensão por supostas decisões não cumpridas, bloquearam o dinheiro nas contas dos réus e, em seguida, liberaram os recursos sem que o beneficiado pela decisão apresentasse "caução idônea", ou seja, garantia de que, caso perdesse o processo, pudesse restituir os valores.

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A Folha informa que um levantamento feito a partir das 134 páginas do relatório final da correição feita pela Corregedoria entre janeiro e fevereiro últimos apontou o pagamento de R$ 38,4 milhões em 27 ações judiciais do gênero.

Ao liberar o dinheiro, os juízes costumam exigir, como caução, notas promissórias (documentos pelos quais a pessoa se compromete a pagar determinado valor).

Um dos casos investigados envolve o pagamento de R$ 2,99 milhões na 6ª vara cível. Em um período de seis dias em dezembro passado, o juiz Abrahão Lincoln Sauáia bloqueou R$ 2,99 milhões da conta da Funcef, o fundo de previdência dos funcionários da Caixa Econômica, transferiu o dinheiro para a conta bancária da vara e autorizou o saque, em espécie, pelo advogado do bancário José Antônio Ibiapina Mendonça, que alegava perdas no cálculo de sua aposentadoria.

Outro lado

Juízes que foram alvo da Corregedoria contestaram as conclusões da correição. Sauáia atacou os resultados, mas disse que passou a rever a prática de acolher nota promissória como garantia para a liberação de recursos bloqueados.

"Acho que na medida em que o procedimento que o magistrado adota, mesmo sendo legal, é questionado dessa forma que foi questionado, acho que é hora de, talvez, rever esse posicionamento. (...) Embora esse procedimento seja legal, ele é questionado tão veementemente pelo órgão correicional daqui... Eu até já tenho adotado uma postura diferente, desde essa correição que só tenho aceitado cauções reais", disse.

Leia a reportagem completa na Folha desta quarta-feira, que já está nas bancas.

Arte/Folha

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Comentários dos leitores
Pasqual Evangelista (5) 26/11/2009 18h23
Pasqual Evangelista (5) 26/11/2009 18h23
Tem pessoas que não sabem distinguir entre STF e TSE.
O ministro Joaquim Barbosa renunciou ao TSE e não ao Supremo Tribunal Federal.
E ainda falam muitas bobagens. A justiça não de ser feita pela força da opinião publica e sim pelos ditames da Constituição Federal. Nos meus 64 anos não existe maior maria-vai-com-as-outras do que pseudos intelectuais que parecem não ter poder de raciocinio próprio.
sem opinião
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Edelweiss Lyrio (2) 26/11/2009 16h46
Edelweiss Lyrio (2) 26/11/2009 16h46
A degradação moral de nossas intituições políticas foram ao fundo poço com a ascenção dos novos "chefes da câmara e senado,com o beneplácito do chefe dos chefes. sem opinião
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Almir Ferreira (2) 19/11/2009 14h19
Almir Ferreira (2) 19/11/2009 14h19
Não gostei da notícia de que o ministro vai renunciar. O Ministro Joaquim Barbosa passa muita confiança em quem o vê trabalhar. É homem sério, competente e muito digno do cargo que ocupa. O Brasil perde com isto. 2 opiniões
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