"Vai faltar cadeia para invasores", diz MST em ato no interior de SP
MAURÍCIO SIMIONATO
da Agência Folha, em Iaras (SP)
Em um ato organizado nesta quinta-feira pelo MST próximo da fazenda da Cutrale, em Iaras (SP), que foi desocupada no dia 7 de outubro, lideranças do movimento disseram que "vai faltar cadeia" caso a polícia prenda todos as pessoas que participam de invasões nos país.
"A polícia vai ter que prender muita gente e outros que ainda vão vir para a região. Vai faltar cadeia para prender todo mundo", disse Gilmar Mauro, da coordenação nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra).
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O ato contou com cerca de 800 pessoas, segundo o MST, e foi realizado à tarde dentro do assentamento Zumbi dos Palmares. Do local, é possível avistar a plantação de laranja da fazenda da Cutrale.
O MST diz que ato foi "em defesa da reforma agrária e contra criminalizarão dos movimentos sociais". Participaram sindicalistas, representantes do PSOL, PT e PC do B, estudantes universitários, além de integrantes do movimento e integrantes dos três assentamentos da região.
Durante a invasão na fazenda da Cutrale, imagens mostraram um trator destruindo pés de laranja. A área foi invadida no dia 28 de setembro e desocupada após decisão judicial de reintegração de posse.
Os integrantes do movimento deixaram a área pacificamente, mas foi encontrado no local um cenário de destruição e depredação. Funcionários da fazenda relataram que suas casas tiveram objetos furtados.
A declaração do coordenador do MST é uma referência a um inquérito que apura os crimes decorrentes da invasão.
O delegado Jader Biazon, responsável pela apuração, declarou que "muitos" integrantes do MST foram identificados e terão a prisão pedida à Justiça nos próximos dias.
Após a reintegração, alguns tratores da fazenda foram encontrados desmontados, além de caminhões danificados, defensivos agrícolas esparramados pelo chão e nas paredes e até um computador incendiado. A Cutrale e as polícias Civil e Militar atribuíram o vandalismo, furto e destruição ao MST.
O MST alegou que a invasão foi uma forma de mostrar que a fazenda da Cutrale, assim como outras áreas na mesma região, é grilada e pertence à União.
Para Gilmar Mauro, o cenário de destruição encontrado após a saída dos integrantes do movimento "foi uma armação da PM e da Cutrale" para criminalizar os sem-terra. A PM e a Cutrale negaram a acusação.
Outro coordenador nacional do MST presente no ato, Delwek Matheus, disse que o movimento "não deixará de fazer ocupações" por causa das investigações policiais e da CPI do MST, que está sendo instalada no Congresso.
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Ou seja, são terroristas, organizados e descaradamente financiados, por certos setores do governo.
Existem montanhas de provas nesse sentido, e ninguém faz absolutamente nada.
As "autoridades" fazem de conta que não vêm, porque se mexerem nisso, esbararão rapidamente em conhecidas figuras da nossa política.
Uma hora qualquer, se nada for feito, os que são atacados por essas quadrilhas, não terão outra alternativa, a não ser partir para o revide.
É só uma questão de tempo, e pelo jeito é exatamente isso o que estão querendo ...
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