Reforma do Senado permite que servidores ganhem mais que ministros do STF
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A reforma administrativa do Senado, elaborada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), possui um artigo que permite a servidores da Casa receber acima do teto do funcionalismo público federal, fixado em R$ 25,7 mil. Pelo texto, os servidores que recebem funções comissionadas além da remuneração mensal, poderiam somar valores superiores ao teto.
Ao ser informado sobre a brecha, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse nesta sexta-feira que a introdução do artigo deve ter ocorrido "última hora" com objetivos corporativistas.
Reforma do Senado sugere corte de comissionados só em 2011 e preserva Diretoria Geral
Sarney diz que Venezuela é bem vinda ao Mercosul, mas seu atual governo não
Mesa do Senado confirma demissão de João Carlos Zoghbi; defesa vai recorrer
Sarney lamenta e diz que cumprirá decisão do STF de cassar Expedito Júnior
"Foi alguma introdução, coisa de última hora, que deve ter sido feita com um certo viso corporativista, mas não vai vingar. É inconstitucional. É uma coisa que não tem nenhuma base legal, não podemos fazer de jeito nenhum", afirmou.
Sarney disse o objetivo da reforma é reduzir despesas, por isso não vai permitir que alguns servidores recebam acima do teto. "A reforma é para enxugar, não para aumentarmos despesas", disse.
O artigo da reforma que inclui a brecha afirma que "a remuneração mensal do servidor do Senado Federal terá como limite máximo o subsídio mensal, em espécie, dos ministros do Supremo Tribunal Federal, ressalvadas as parcelas de caráter indenizatório e a devida pelo exercício de função comissionada".
Com a ressalva, a proposta abre a brecha para que os servidores efetivos do Senado (concursados) que recebem comissões além do salário somem vencimentos acima do teto.
Para o senador Pedro Simon (PMDB-RS), o artigo é inconstitucional e deve ser retirado do texto. "Ninguém pode nem deve receber acima do teto. O teto existe e tem de ser respeitado', disse.
Reforma
Sarney apresentou ontem a reforma administrativa do Senado com as mudanças sugeridas por técnicos da Casa ao relatório da FGV. A proposta preserva os parlamentares de cortes no número de servidores comissionados vinculados aos gabinetes até o final de 2010.
Pelo texto, os senadores terão que reduzir o número de funcionários comissionados só a partir de 2011 --quando será eleita a nova Mesa Diretora do Senado. Na maior parte dos casos, os comissionados são indicações políticas.
A reforma também mantém os poderes da diretoria-geral da Casa mesmo depois das denúncias de irregularidades que teriam sido originadas na gestão do ex-diretor-geral Agaciel Maia. A proposta da FGV mantém o número de funcionários comissionados vinculados à diretoria-geral.
Pelo texto, haverá a redução das atuais 41 diretorias da Casa para cinco. Também está previsto o corte no número de departamentos do Senado, que seriam reduzidos de 602 para 361 setores. O Senado também vai limitar as chamadas "funções comissionadas" (pagas em cima do salário inicial do servidor) a 463 em toda a instituição.
A reforma da Fundação Getúlio Vargas precisa ser aprovada em plenário para entrar em vigor. Os senadores terão 15 dias para apresentar sugestões. Depois, a FGV e técnicos do Senado vão analisá-las para incorporar as mudanças ao texto --que será submetido à análise do plenário.
Sarney disse esperar que, no início de 2010, a reforma seja efetivamente implantada na Casa. "Espero que até do final do ano a reforma esteja votada e, a partir de 1º. de janeiro, comecemos a implantar a reforma no Senado", afirmou.
Leia mais notícias sobre o Congresso
- Reforma do Senado sugere corte de comissionados só em 2011 e preserva Diretoria Geral
- Mesa do Senado confirma demissão de João Carlos Zoghbi; defesa vai recorrer
- Sarney lamenta e diz que cumprirá decisão do STF de cassar Expedito Júnior
Leia outras notícias de política
- STF vai analisar ação contra Eduardo Azeredo por mensalão mineiro no dia 4
- Painel de Folha: Precavido, Lula vai publicar gastos com Copa e Olimpíada
- Mônica Bergamo: Mangabeira articulou para atrapalhar aliança do PMDB com Dilma
Especial
- Veja o que há sobre o Congresso
- Veja cobertura do Congresso
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como "superstar" em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.
O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.
'Milagre econômico'
Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma "nova terra do milagre econômico" que "ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante".
Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o "capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes", o que faz do real "uma das moedas mais fortes do mundo".
O jornal diz ainda que o Brasil
avalie fechar
avalie fechar
Qdo ele ajuda a desapropiar terras, dos pequenos lá em tocantins, e incorpóra ao seu patrimonio, ai ele sorri né!
Vai vendo, tem uma Katia senadora, e outra ruralista, athá, sem nenhum interece, umm dá até para acretitar.
avalie fechar