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Brasil
02/11/2009 - 09h09

Marina Silva admite que negocia apoio do PSOL

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da Folha de S.Paulo

A senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata à Presidência, disse ontem que tem mantido "conversas informais" com líderes do PSOL, entre os quais a ex-senadora Heloísa Helena (AL), em torno da política de alianças para a campanha de 2010.

Marina, que veio a São Paulo dar uma palestra para alunos de direito internacional de uma faculdade privada, disse que a definição das alianças está a cargo de uma comissão montada pela direção do PV.

A senadora citou como seus interlocutores "pessoais", além de Heloísa, os deputados federais Ivan Valente (SP) e Chico Alencar (RJ) e o senador José Nery (PA). A senadora disse que apoiará Heloísa Helena, caso ela confirme a candidatura ao Senado por Alagoas.

"São as pessoas que a gente convive. (...) Mas ainda está se discutindo como vamos desdobrar essas questões. E, obviamente, [um apoio] terá de ser em cima de programas, de ideias. São conversas informais, não tem nada formalizado ainda", disse a senadora, em entrevista após a palestra.

Marina negou estar viajando na pré-campanha às custas do Senado (disse que os gastos têm sido cobertos por quem a convida a proferir palestras) e criticou a falta de legislação eleitoral específica para os meses anteriores ao período eleitoral.

A candidata do Planalto, a ministra Dilma Rousseff (PT), tem sido criticada por conta de viagem, com suposto objetivo eleitoreiro, que fez ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região do rio São Francisco. Sem citar o nome da ministra, a senadora pregou "vigilância da sociedade". "Acho que a legislação deveria prever o processo da pré-campanha.
Porque senão vira uma hipocrisia. É pré-campanha, mas não existe campanha."

A senadora se esquivou da pergunta sobre se Dilma, que deverá liderar a comitiva brasileira na 14ª conferência da ONU sobre o clima, em dezembro, em Copenhague, seria a autoridade mais indicada para a tarefa. "Quem vai chefiar a delegação é uma decisão do governo. Se tem uma proposta tomada, decidida, transparente, discutida com a sociedade, o porta-voz vai ter que se ater à proposta", disse Marina, para quem a proposta governamental está atrasada, "não existe".

Na palestra de uma hora para cerca de 300 alunos da Faap (Faculdade Armando Álvares Penteado), a qual encerrou com uma poesia sua, Marina desenhou um futuro catastrófico para a humanidade por conta do aquecimento global, "caso nada seja feito". "Estamos vivendo numa esquina civilizatória, temos que virar para o lado certo". "Falando desse jeito, parece uma coisa ecoterrorista", brincou a senadora. A plateia riu.

Comentários dos leitores
Rolando Frati (109) 07/12/2009 11h51
Rolando Frati (109) 07/12/2009 11h51
Deixar de apoiar o candidato Lindberg do Pt e apoiar o candidato do PMDB no Rio só para se manter no poder. O que um Presidente do Pt faria , sem eleger deputados, sem eleger senadores, sem eleger governadores, só negociando cargos e ministérios com outros partidos. O Brasil não precisa disso, precisa de Ética. sem opinião
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Rolando Frati (109) 07/12/2009 11h45
Rolando Frati (109) 07/12/2009 11h45
Que bom ver Suplicy de volta a cena, estava muito acomodado como Senador. sem opinião
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Cassio Tavares (765) 07/12/2009 11h41
Cassio Tavares (765) 07/12/2009 11h41
Santos Junior a resposta às suas colocações estão logo ai embaixo no meu comentário. O meu erro é ficar dando satisfação para essa turminha dos 7% que ainda restam à oposição, que não tem mais discurso, não tem rumo, não tem projeto e nem candidato. Êta desgraceira. Leia a Revista ISTO É dessa semana e ali diz tudo que mais de 90% da população brasileira pensa do atual governo e do presidente. E 5ª feira com o programa eleitoral na televisão vai ser aquele arraso. Oh, Santos Junior, como voce faz parte daquela turminha dos 7% não vou ficar gastando meu tempo mais em te dar explicações. Mais de 90 % já entenderam e se voce naõ gosta do atual governo e do presidente, é umproblema seu. Como estamos numa democracia, voce tem todo o direito de gostar ou não do Brasil de hoje, do presidente e de seu governo. sem opinião
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