Senado vota hoje ingresso da Venezuela no Mercosul
da Folha Online
O plenário do Senado vai votar nesta quarta-feira o ingresso da Venezuela no Mercosul. Se o protocolo for aprovado, o Paraguai será o único país do bloco econômico que ainda não terá concluído a análise do caso.
A Argentina e o Uruguai já aprovaram o protocolo de adesão, mas caberá ao Paraguai definir --uma vez que os quatro países-membros do Mercosul têm que avalizar o ingresso da Venezuela para que o país possa efetivamente integrar o bloco econômico.
Com maioria no Senado brasileiro, a base aliada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê a aprovação do país no bloco econômico mesmo com a promessa de líderes oposicionistas em dificultar a votação.
Os governistas vão tentar convencer a base de que o ingresso do país no Mercosul trará ganhos econômicos ao Brasil, com a disposição do presidente Hugo Chávez em industrializar o país. Com o lobby da iniciativa privada em favor da Venezuela, a base aliada também espera sensibilizar congressistas da oposição.
A ordem no governo é insistir que a entrada da Venezuela no bloco não representa uma vitória política de Chávez.
O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), disse que uma das possibilidades para dificultar a aprovação é obstruir a pauta do plenário. Junto com o PSDB, ele afirma que a votação não deve ocorrer até que a Venezuela se comprometa com algumas ressalvas --entre elas aceitar uma apuração da OEA (Organização dos Estados Americanos) sobre acusações de violação de direitos humanos.
A oposição aposta ainda que pode contar com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para retardar a votação. O peemedebista já fez manifestações contrárias ao ingresso do país no Mercosul.
A base, no entanto, disse acreditar que o senador não vai priorizar seu posicionamento pessoal. "Sarney não vai confundir as coisas", afirmou Renato Casagrande (PSB-ES).
Relações Exteriores
Na semana passada, a CRE (Comissão de Relações Exteriores) do Senado aprovou, por 12 votos a 5, o ingresso da Venezuela no Mercosul.
Antes de aprovar o voto do líder do Congresso no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), a comissão rejeitou o relatório do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), contrário ao ingresso da Venezuela no Mercosul.
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O chefe de governo está agindo como um verdadeiro ditador, autoritário e prepotente, não aceitando nada em contestação dos seus atos, fatos estes completamente contrários à verdadeira e legítima prática democrática, estabelecida no estatudo do Mercosul.
Não só no Paraguai, mas também no Brasil, houveram divisões, entretanto elas foram abafadas por esse governo que fez de tudo e um pouco mais para que houvesse a referida inclusão.
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O que o dinheiro tirado das reservas monetárias venezuelanas não será capaz de fazer...
Basta lembrar aquela ajudinha dada a Cristina Kirchner...
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