STF analisa ação contra Azeredo por mensalão mineiro; relator deve acolher denúncia
da Folha Online
O STF (Supremo Tribunal Federal) começou a analisar nesta quarta-feira a denúncia contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) por envolvimento com o mensalão mineiro.
A denúncia foi apresentada ao Supremo pelo ex-procurador geral da República Antonio Fernando Souza. Para ele, Azeredo cometeu por sete vezes o crime de peculato e por seis vezes lavagem de dinheiro.
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O relator do caso no Supremo, ministro Joaquim Barbosa, deve propor a abertura da ação penal contra o senador e ex-governador, como fez no caso do mensalão.
Azeredo e outros investigados, incluindo o empresário Marcos Valério, são acusados de montar e gerir um suposto esquema de "caixa dois" durante a campanha para a reeleição do tucano ao governo de Minas Gerais, em 1998.
O senador será investigado pelo STF, cabendo à Justiça Federal em Minas analisar o processo que envolve Valério e os outros investigados.
Segundo a denúncia, a SMPB, agência de Marcos Valério (apontado como o operador dos dois mensalões), alimentou financeiramente a campanha de Azeredo por meio de contratos de publicidade firmados com a Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), Comig (Companhia Mineradora de Minas Gerais) e Bemge (Banco do Estado de Minas Gerais).
O Supremo analisa se a denúncia apresenta indícios de autoria e materialidade dos crimes apontados pelo procurador. Presentes os indícios, a denúncia é recebida e a Corte abre ação penal contra o investigado, que se torna réu.
Se os ministros considerarem ausentes esses indícios, a denúncia é rejeitada e o inquérito é arquivado.
Em sua defesa prévia, Azeredo nega o envolvimento no esquema e afirma que Ministério Público não descreveu qualquer "fato criminoso" praticado por ele. Marcos Valério também nega participação.
| Arte/Folha | ||
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Com Folha de S.Paulo
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