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Brasil
04/11/2009 - 13h55

PT e PMDB formam comissão para resolver impasse nos Estados à aliança pró-Dilma

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Na tentativa de solucionar impasses nos Estados para a aliança entre PT e PMDB para as eleições de 2010, integrantes dos dois partidos se reuniram nesta quarta-feira no início de uma série de conversas que têm como objetivo firmar o apoio dos peemedebistas à candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) ao Palácio do Planalto. A "comissão" integrada por cerca de dez petistas e dez peemedebistas vai discutir, em vários encontros, possíveis soluções para os impasses estaduais à aliança nacional entre as duas legendas.

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"Os dois lados assumiram a responsabilidade de, até a próxima reunião, no dia 25, apresentar um conjunto de possíveis soluções para Estados onde a relação PT-PMDB não está equacionada. Nos Estados que a gente avalia essa parceria como necessária, vamos conversar", disse à Folha Online o presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP).

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Os participantes da reunião afirmam que há Estados, como São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco, onde a aliança nacional dificilmente vai se repetir nas disputas aos governos estaduais. O grupo vai focar em Estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul, onde petistas e peemedebistas esperam chegar a um acordo para candidaturas únicas.

"Há Estados em que o quadro é muito difícil. O restante, vamos avaliar em conjunto. Coletamos informações de ambos os lados. Nada é difícil quando se tem boa vontade", afirmou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Berzoini disse acreditar que, apesar dos impasses, não haverá recuo no pré-acordo firmado pela cúpula do PMDB para apoiar a candidatura de Dilma ao Palácio do Planalto.

"Dos dois lados não há risco de recuo, mas a convicção de que o pré-acordo é apenas o primeiro passo. Estou otimista, há um clima de muita cooperação e entendimento mútuo", disse o presidente do PT.

O grupo do PMDB contrário à aliança do partido com o PT trabalha nos bastidores para aumentar o número de dissidências dentro da legenda. Em São Paulo, o presidente do PMDB estadual, Orestes Quércia, oficializou o apoio de parte da bancada à candidatura do governador José Serra (PSDB-SP) ao Palácio do Planalto.

Assim como Quércia, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) manifestou publicamente posição contrária à aliança do PMDB com os petistas, o que dificulta o acordo em Pernambuco. O grupo pró-Serra aposta na queda da ministra Dilma nas pesquisas de intenção de voto, o que poderia rachar a legenda em 2010 em diversos Estados.

O grupo pró-Dilma, por outro lado, diz ter apoio suficiente dentro do partido para avalizar a chapa com a petista. O presidente licenciado do PMDB, Michel Temer (SP), é cotado para disputar a vice-presidência na chapa da ministra.

Dissidências

O PT e o PMDB trabalham para solucionar impasses em Estados como o Rio Grande do Sul, onde os dois partidos têm pré-candidatos ao governo estadual: Tarso Genro (PT) e José Fogaça (PMDB). No plano nacional, os peemedebistas do Estado estão mais próximos de Serra (PSDB) do que de Dilma Rousseff (PT), o que pode rachar a legenda no Rio Grande do Sul.

Em Minas Gerais, também há impasses para que a aliança nacional se repita. O ministro Hélio Costa (PMDB) pode disputar o governo estadual com o ex-prefeito Fernando Pimentel (PT) caso a "comissão" designada para pacificar as duas legendas não consiga reverter a dupla candidatura.

No Rio de Janeiro, há o esperado impasse entre o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT) --que diz contar com o apoio da maioria da legenda no Estado.

Outro exemplo é o Pará, onde o atual presidente estadual do PT, João Batista, concorre à reeleição com o discurso de apoio ao PMDB do deputado federal Jader Barbalho.

No Pará, o PT condiciona o acordo com o PMDB ao compromisso dos peemedebistas em apoiarem a reeleição da governadora Ana Júlia Carepa (PT). Pelo acordo, o PT disputaria uma vaga ao Senado, enquanto o PMDB lançaria o ex-senador Jader Barbalho para a outra vaga. O presidente do PT estadual, João Batista, concorre à reeleição com o discurso de apoio ao PMDB de Jader --desde que o partido cumpra as negociações firmadas com os petistas.

Nesses Estados, mas principalmente no Rio, o PMDB exige uma composição com o PT para honrar o "pré-compromisso" firmado de apoio à candidatura presidencial da ministra Dilma.

Comentários dos leitores
Edgar Silva (46) 23/12/2009 17h19
Edgar Silva (46) 23/12/2009 17h19
Até que o Ciro Gomes está bem mais barato que o Sarney. Será que só 01 ano de ministério será suficiente. Acredito que deve ter algo mais por fora , digamos assim não contabilizado. sem opinião
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O presidente Lula, sua candidata Dilma Rousseff, e o governador Sérgio Cabral, que vai disputar a reeleição, participaram ontem da inauguração de apartamentos no Morro do Alemão e em Manguinhos. Fizeram campanha eleitoral aberta, clara, rasgada e ilegal. Para essa gente a lei deixou de ser uma referência. Ao contrário: quando alguém se lembra de cumpri-la, certos setores são tomados de verdadeira indignação cívica. Quando políticos usam recursos públicos, como o grupo fez ontem, em benefício de seu partido ou das próprias candidaturas, estão, de modo indireto, metendo dinheiro na meia, na cueca, na bolsa de couro como os mensalerios de Arruda. Trata-se de apropriação de recursos públicos. E a lei coíbe tal prática. Pior: os discursos de Lula e Dilma foram um primor de autoritarismo e de desprezo pela democracia. Os governadores de Estado cassados pelo TSE por "abuso do poder econômico" eram aprendizes de feiticeiro perto do que se viu em Manguinhos e no Morro do Alemão. Alguns setores da imprensa dizem que errado está o governador José Serra, que se nega a entrar nessa lama legal para a qual Lula insiste em arrastá-lo. Não tem de entrar mesmo. É claro que o país e a democracia precisam de uma oposição competitiva. Mas precisa também de uma oposição que respeite a lei, já que o governo não a respeita. Parte da imprensa em vez de censurar o desmando, cobra de Serra que faça o mesmo. Porque fazer o errado, o ilegal, passou a ser visto como sinal de esperteza. 2 opiniões
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Cassio Tavares (810) 23/12/2009 16h40
Cassio Tavares (810) 23/12/2009 16h40
Cezar Marcelo, o que o governo quer mostrar e vai mostrar em sua propaganda não é a diferença entre bons e maus e entre ricos e pobres. É a diferença entre os que fizeram muito para recuperar o pais da quebradeira, daqueles que não fizeram nada, a não ser sair mundo a fora passando o chapéu nos organismos internacionais para o Brasil não ir à lona, bater com a cara no chão. 1 - A inflação estava em 11,9% e agora em 4,5%.
2 - A dívida pública mobiliária era de 57,6% e agora de 44,1% . Em numeros : essa é dívida era pelo percentual acima de 1,927 trilhões e hoje ela está em 1,475 trilhoes ( último dado publicado ). Só aí Sr. Valias foi uma economia, na boa matemática de R$ 452.000.000.000 00.
3 - A Taxa Selic foi entregue em Dez. de 2.002 em
25,2% ao ano ( em Setembro de 1.999 ela foi a 44,8% ). Hoje ela está em 8,75%.
4 - Dívida externa. Essa aí dá vontade de chorar.
O governo brasileiro devia 223 bilhões de dólares e tinha 18 bilhões em caixa ( dinheiro emprestado pelo FMI ). Para o Brasil não ir a lona os ministros da fazenda passavam o chapéu nos bancos internacionais, e o FMI vinha aqui todo mes dar as suas ORDENS. Que tristeza.
Hoje temos 240 bilhões em caixa e uma dívida externa de 203 bilhões de dólares ou seja, sobra dolares e por isso emprestamos 10 bilhões ao FMI ( aquele que nos dava ordens ). A diferença está ai para quem quizer ver, o que era o Brasil quando para os estrangeiros a capital do país era Buenos Aires e hoje. Pergunte aos estrangeiros.
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