PDT pede ao STF que obrigue Senado a cassar mandato de Expedito Júnior
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O PDT ingressou nesta quarta-feira com reclamação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a decisão da Mesa Diretora do Senado de suspender a posse do novo senador que vai substituir Expedito Júnior (PSDB-RO) no cargo. Na reclamação, que tem caráter liminar, o partido pede que o tribunal volte a determinar a posse de Acir Gurgacz, segundo colocado nas eleições para o Senado por Rondônia.
"A reclamação visa fazer com que o STF faça cumprir e dar eficácia àquela decisão de maneira efetiva. O ministro Ricardo Lewandowski [relator do caso no STF], recebendo a reclamação, pode de pronto despachar liminar fazendo com que a Mesa adote providências", disse o advogado do PDT, Ildson Duarte.
O partido sustenta que houve "exorbitância" da parte da Mesa Diretora do Senado ao descumprir uma decisão judicial. "A reclamação serve para quando existe descumprimento de decisão judicial", afirma o advogado.
Apesar do STF ter determinado a posse imediata de Gurgacz na semana passada, a Mesa decidiu encaminhar a análise do caso para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) --o que irritou a defesa do novo parlamentar.
Gurgacz disse esperar que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), cumpra a decisão do Supremo de empossá-lo no cargo. "O Senado não cumpriu determinação do STF. O nosso Estado está sendo representado por uma pessoa que compra votos", disse o futuro parlamentar.
Decisão
O senador Expedito Júnior foi cassado pela Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico e compra de votos na eleição de 2006.
Na semana passada, o STF julgou ação proposta pelo segundo colocado nas eleições, pedindo para tomar posse de imediato no lugar de Expedito --já que tanto o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Rondônia, que o cassou em 2008, como o TSE determinaram sua saída imediata.
O senador recorreu à Mesa Diretora do Senado, que encaminhou o caso para ser analisado pela CCJ. Gurgacz chegou a comparecer ontem ao Senado para tomar posse, mas voltou para casa sem assumir o cargo depois que a Mesa ofereceu mais tempo para Expedito Júnior se defender.
O presidente da CCJ, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), prometeu analisar o caso na próxima quarta-feira.
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que aí está não haverá ORDEM E PROGRESSO para o povo brasileiro.Teremos cada vez mais impostos escorchantes, baderna generalizada nos poderes públicos, ausência calamitosa de justiça, e tudo o mais que não presta mas agrada a natureza canalha dos políticos, lobistas, marketeiros e suas
cortes (asseclas).
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Decididamente os pulhas travestidos de políticos abrigados em todos os partidos da nau há muito não se intimidam ou mesmo se acanham ao serem pegos em escutas e gravações onde o tema em questão seja peculato e corrupção.
A falta de vergonha e desfaçatez que envolve os dissolutos políticos de norte a sul é algo que já virou tão constante e corriqueiro que tais práticas hediondas já fazem parte de nosso "bom convívio" onde prevaricar e assaltar o erário se tornaram atos cotidianos.
Pois quantas vezes nesses últimos anos os escândalos oriundos desses imundos murídeos (vulgo mandatários do povo) nos contemplam com "maravilhas" que nos deixam boquiaberto?
De certo que a coisa torpe e licenciosa se tornou bem mais republicana e democrática quando o presidente de nós todos minimiza os deslizes argüindo: como "erros administrativos"
Onde os escândalos do mensalão, cartão corporativos, Sarney e prole, Renan e amantes,
Delúbio rindo e nos tomando por meros otários e tantos outros mais.
E prá fechar o ano com chave de ouro, Brasília reduto e abrigo de todos os sanguessugas da união nos contempla com mais uma bagatela de aberração.
Onde o governador do DF José Roberto Arruda (DEM) que fora duramente desnudado pela PF onde fazia parte de verdadeira orgia e sangria com todas as provas contra si, faz como todos - e alega "eu não sabia DI NADA"
Pergunto, quantas vezes sentiremos vergonha de sermos esbulhados brasileiros?
Spencer
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