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Brasil
05/11/2009 - 16h42

Barbosa desmente Azeredo e diz que recibo já constava de denúncia da Procuradoria

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, rebateu nesta quinta-feira o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), e sustentou que consta na denúncia do Ministério Público Federal um recibo de R$ 4,5 milhões que teria sido assinado pelo tucano para honrar compromissos diversos com as agências de publicidade de Marcos Valério, que ficou conhecido como operador do mensalão.

Sérgio Lima/Folha Imagem
Antes de voltar a ser julgado pelo STF, Azeredo criticou o relator e questionou prova
Antes de voltar a ser julgado pelo STF, Azeredo criticou o relator e questionou prova

Barbosa disse que o recibo consta no processo assinado pelo ex-procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, que acusa o tucano de peculato e lavagem de dinheiro por envolvimento em suposto esquema de arrecadação ilegal de recursos durante a campanha a governador de 1998, que ficou conhecido como mensalão mineiro.

"O que eu tinha a dizer sobre isso, falei ontem. Não há uma única palavra na defesa do acusado sobre esse recibo de R$ 4,5 milhões. Esse recibo de R$ 4,5 milhões consta na denúncia e a defesa silenciou completamente sobre ele", disse.

A Folha Online encontrou na página 34 da denúncia uma referência ao recibo, indicando que o documento estaria disponível nos anexos. Azeredo acusou nesta quinta-feira o relator do caso, ministro Joaquim Barbosa de ter inserido o recibo na denúncia.

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O tucano afirmou ainda que o recibo que foi entregue ao publicitário Marco Valério era falso. Barbosa não entrou no mérito se o recibo era falso ou não.

"Em meio às peças de acusação, o ministro colocou um recibo de incríveis R$ 4,5 milhões. Esse recibo sequer foi mencionado na ação da Procuradoria. É um recibo falso que nunca foi assinado por mim. Ele tem um erro grosseiro de português que fez com que em janeiro de 2007 eu fizesse uma denúncia na Polícia de Minas Gerais contra um lobista. Isso me traz indignação porque não é possível que isso seja colocado como prova. Um recibo falso,que nunca assinei e com erros grosseiros", disse o senador.

Após a declaração do ministro, Azeredo disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que o recibo é citado na denúncia apenas como uma peça entregue por um depoente do processo, mas não é considerado pela Procuradoria da República como prova.

Ontem, durante a leitura de seu voto, Barbosa disse que o recibo reforçava os indícios de que Azeredo estava envolvido no suposto esquema de arrecadação ilegal de recursos para sua campanha de reeleição.

"Ele [Azeredo] recebeu dinheiro para saldar compromissos diversos um montante de R$ 4,5 milhões em plena campanha. O recibo assinado pelo acusado Eduardo Azeredo. A defesa nada alegou sobre esse documento. Não há na defesa uma única palavra sobre esse documento, sobre esse recibo de R$ 4,5 milhões, citado expressamente na denúncia", afirmou.

Comentários dos leitores
Edson Souza (4) 21/12/2009 21h56
Edson Souza (4) 21/12/2009 21h56
Quem aposta a cabeça como este suposto aberto, escancarado braço direito do banqueiro se entregou por que foi negociado com os cumpanheiros do PT ? precisamos começar a levar ou pelo menos cobrar que elevem este país a sério, com estes asnos nos corredores destas ou daquelas casas ou cortes, onde os bôbos(povo) é o que menos importa, dando ordens e rindo da gente com o velho e conhecido chavão: ordens nossas não se discute, embora nós mesmos sabendo que não são sérias, se cumpre..... sem opinião
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Santos Júnior (352) 06/12/2009 16h34
Santos Júnior (352) 06/12/2009 16h34
Boa Bolinha!Bem que eu desconfiei que esta defesa do ministro Toffoli ao Azeredo era armação petista.Quem quiser que duvide que o Toffoli foi colocado no STF pelos interesses do PT.Muito lamentável. sem opinião
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Bolinha da Lulu (769) 06/12/2009 14h08
Bolinha da Lulu (769) 06/12/2009 14h08
Manchete;
"Para isentar Azeredo, Toffoli usa defesa dos petistas no mensalão"
Exatamente o que pensei. Ele inocenta o Azeredo para poder isentar os mensaleiros. Nada como algo pré organizado e predeterminado pelo Lulla. LAMENTÁVEL. É ISSO QUE É UM JUIZ DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.O famoso "adivogadu di porta di cadeia"
Ainda bem que ele não agiu no caso do Battisti, senão ele teria ficado aqui sem a interferência do Lulla.
Ele defenderá todas as idéias do PT. Senado vocês fizeram a maior bobagem da sua história destruíram o sistema judiciário do Supremo.
sem opinião
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