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Brasil
06/11/2009 - 07h52

Polícia do PA vê indício de ação do MST em destruição de fazendas

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ROBERTO MADUREIRA
RODRIGO VIZEU
da Agência Folha

A Polícia Civil do Pará disse que há "fortes indícios" de que integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) tenham praticado os atos de destruição em duas fazendas de Eldorado dos Carajás e Sapucaia, no sul do Estado, anteontem.

Segundo a assessoria do delegado-geral Raimundo Benassuly, informações levantadas pela Deca (Delegacia de Conflitos Agrários) ontem dão conta de que os autores da depredação vivem nos acampamentos mantidos pelo MST na região. As afirmações da assessoria foram feitas em nome da Polícia Civil do Pará.

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Segundo o movimento, famílias do local afirmam não ter destruído casas de funcionários e máquinas das duas fazendas, como acusam os proprietários.

O MST afirmou que há "infiltrados" nos acampamentos do MST, "inclusive colocados pelos próprios latifundiários".

Uma das fazendas invadidas, a Maria Bonita, pertence à Agropecuária Santa Bárbara, empresa que tem como sócio o banqueiro Daniel Dantas. A outra propriedade --a Rio Vermelho-- tem como dona a Agropecuária Rio Vermelho.

A Santa Bárbara afirmou, em nota, que o prejuízo na Maria Bonita ultrapassa R$ 3 milhões.

Antes de a polícia indicá-lo como possível autor da agressão, o MST acusou os próprios fazendeiros de causar a destruição. A intenção, segundo o movimento, é causar rejeição aos sem-terra semelhante à ocorrida após a depredação do laranjal da empresa Cutrale, em Iaras (SP), no mês passado.

A propriedade da Santa Bárbara sobre a fazenda Maria Bonita é contestada pelo governo do Pará na Justiça. Segundo o Iterpa (Instituto de Terras do Pará), a área é do Estado e foi cedida à iniciativa privada.

O órgão diz que houve quebra de contrato após a fazenda ser usada para pecuária, e não extrativismo de castanha, como previsto inicialmente.

No início do ano, a Justiça deu razão ao governo, bloqueando a venda de duas outras fazendas da Santa Bárbara. A empresa disse esperar que a decisão seja revista.

O governo enviou 200 policiais militares para "ocupar" o sul do Estado. O efetivo da PM deve permanecer por tempo indeterminado na região.

Comentários dos leitores
José Alberto (248) 16/12/2009 19h13
José Alberto (248) 16/12/2009 19h13
Nós os paulistas e paulistanos não podemos deixar um movimento criminoso como o mst controlar nossas vidas e não deixamos mesmos, e mais queremos que todos os estados cooperem e não se deixem levar por promessas e não deem asilo a esses criminosos começando que são atos terroristas que os mesmo praticam... sem opinião
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José Alberto (248) 16/12/2009 19h03
José Alberto (248) 16/12/2009 19h03
Não foram os mesmos que atiraram em um helicoptero da reportagem e a falada não agressão cade mst criminoso...isso tudo foi filmado e não foi montagem não.... sem opinião
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José Alberto (248) 16/12/2009 18h53
José Alberto (248) 16/12/2009 18h53
O QUE A POLICIA USOU FOI POUCO,ora se a fazenda que de qq maneira é do estado de São Paulo, não é para ser invadida, e a policia ainda demorou muito para tocar os vandalos não deveria nem deixar entrar, e mais para vandalos não precisa de ordem judicial é chegar e tirar...... sem opinião
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