Brasil
06/11/2009 - 19h00

Senado vai abrir processo contra 40 supostos funcionários-fantasma e bloqueia salários

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O Senado deve abrir na próxima segunda-feira processo administrativo contra os servidores efetivos e comissionados que não participaram do recadastramento. A medida deve ser aplicada a 40 funcionários que recebem salário mensalmente dos cofres da Casa e que ainda não participaram do censo.

O prazo final para que os funcionários atualizem seus dados termina à meia-noite de hoje. Segundo o último balanço do Senado, 14 servidores nem deram início ao processo de recadastramento, mesmo depois de terem os salários cortados pela Casa. Outros 26 começaram a confirmar suas informações, mas não concluíram o processo.

Eles serão alvo de uma sindicância e devem ficar com os salários congelados até a conclusão dos processos. A punição para esses funcionários vai de advertência até a demissão.

A ideia do comando do Senado é utilizar o censo para identificar funcionários-fantasma que estariam recebendo salários sem trabalhar. O senador João Vicente Claudino (PTB-PI) demitiu a servidora Wanda de França Avelino. Segundo a assessoria do senador, a exoneração ocorreu na semana passada. Wanda recebia R$ 1,7 mil como assistente parlamentar, mas trabalhava em um restaurante em Teresina.

Em agosto, o Senado elaborou um sistema para que o recadastramento dos servidores fosse feito por meio de formulário eletrônico na internet, mas também permitiu que o formulário fosse remetido por correspondência. Sem a adesão dos servidores, a Casa prorrogou o prazo para o levantamento por três vezes. Para forçar a participação, o Senado ameaçou cortar o salário de 503 servidores, mas apenas 88 tiveram os vencimentos bloqueados --sendo que 40 ainda precisam regularizar a situação.

A medida foi implementada pela Casa em meio à crise política que atingiu o Senado para atualizar os dados pessoais de cada servidor --com o objetivo de criar uma única base de dados do Senado, obrigando a realizar o recadastramento todos os anos.

O ato que instituiu o cadastramento prevê que seja realizado anualmente e também impõe "sanções administrativas" para os servidores que não atualizarem os seus dados. As chefias imediatas devem confirmar os dados dos subordinados, como lotação, cargo e função.

É a primeira vez que a Casa faz uma espécie de "censo" de seus funcionários. Segundo o Portal da Transparência do Senado, a Casa possui 3.418 servidores efetivos e 2.849 funcionários em cargos comissionados (sem concurso público).

Comentários dos leitores
Edit Belter (117) 22/11/2009 18h17
Edit Belter (117) 22/11/2009 18h17
Meu Deus! Mas esse cara não tem limite mesmo! Cadê a Justiça? Anda de braço dado com sir Sarney?E dai não tem dinheiro para o reajuste justo e decente aos aposentados? Claro! VaI TUDO para o bolso dos politicos descarados, com bolso sem fundo e o governo deixa por isso mesmo. O ministro da justiça deveria é exercer a atividade para a qual foi escolhido e fazer jus a fortuna que ganha por isso, dando um basta a todos esses desmando e não se juntar a eles! sem opinião
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O Pacificador (183) 22/11/2009 07h45
O Pacificador (183) 22/11/2009 07h45
Esses "filhos" ainda acabam com a gente...
Uma hora, é o "Filho do Brasil", outra é o "Filho do Sarney" que recorre ao STF para manter censura a jornal...
Se o STF, concordar com o pedido ou declarar que não é da "compretência" deles julgar, pode ficar certo que:
Acontecendo isto, o STF, deixaria de ser uma instituição isenta e confiável, e não segue mais nossa Constituição...
sem opinião
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joão batista cassio (62) 22/11/2009 01h46
joão batista cassio (62) 22/11/2009 01h46
ate quando esse coronel do bigode vai manter o poder no brasil,ha impressão é que ele deve saber dos podres do poder judiciario e usa para por exemplo cala a imprensa, isso é uma vergonha diria o boris. sem opinião
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