Dilma volta a dizer que oposição pensa ser astuta, mas é patética
GUILHERME REED
colaboração para a Folha Online
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) voltou a chamar a oposição de "patética" e "desconexa" neste sábado ao querer dividir a base aliada do governo. "Eles [da oposição] pensam ser astutos em querer dividir a base, mas são patéticos. São desconexos ao tentar explicar nossos bons resultados como frutos de uma conjuntura internacional favorável", afirmou ela após participar de um encontro de prefeitos e prefeitas do PT, em Guarulhos.
Ontem, durante participação no congresso nacional do PC do B, em São Paulo, Dilma defendeu a unidade entre os partidos aliados e disse que a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é patética e desconexa.
"Decididamente, aqueles que vão fazer o Brasil avançar não serão aqueles que imobilizaram no modelo neoliberal este país por tantos anos. As forças do passado que mais uma vez tentam se organizar e que usam as mesmas velhas e surradas táticas. Pensam ser astutos ao tentar fragmentar a base aliada do governo Lula por meio de crises muito artificiais. São patéticos ao tentar confundir as pessoas e dizerem que nossos modelos são parecidos, nossa política econômica é a mesma", afirmou ontem a ministra.
Hoje, ao lado do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e do presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, a ministra ainda polarizou a disputa presidencial entre PT e PSDB. "O que se joga no ano que vem é o confronto de dois Brasis, um que terminou em 2002 e o que o termina em 2010."
Ela disse que o ambiente de relativa tranquilidade no ambiente econômico brasileiro durante o período da crise financeira internacional representa uma "situação ameaçadora para alguns", que estariam em um "crescente isolamento, sem projetos, sem discurso e sem base de apoio social", referindo-se à oposição.
Dilma evitou comparar os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas aproveitou para criticar a imprensa.
"Havia um apoio praticamente midiático [à oposição]. Mas a realidade tratou de destruir os dogmas da oposição de que a distribuição de renda é incompatível com o crescimento econômico, que o Estado mínimo é exigência da modernidade, que havia um teto para crescer e de que se subisse mais, haveria inflação."
No discurso, Dilma evitou falar de alianças políticas com outros partidos para 2010, dando destaque à relação do partido com os movimentos sociais. "A nossa melhor qualidade é a capacidade de fazer alianças sociais, de falar com todos os movimentos sociais".
Antes de participar de uma reunião com as prefeitas, a ministra defendeu a participação das mulheres na política. "As mulheres têm todas as condições de pleitear qualquer cargo."
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O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como "superstar" em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.
O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.
'Milagre econômico'
Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma "nova terra do milagre econômico" que "ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante".
Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o "capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes", o que faz do real "uma das moedas mais fortes do mundo".
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