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Brasil
09/11/2009 - 12h51

Temer e Quércia selam trégua em São Paulo e tentam unir grupos rivais do PMDB

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MÁRCIO FALCÃO
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Sem conseguir entrar em consenso sobre a decisão da cúpula do PMDB de apoiar a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) ao Palácio do Planalto em 2010, o presidente licenciado do partido, deputado Michel Temer (SP), e o presidente paulista da legenda, Orestes Quércia, decidiram dar uma trégua na disputa entre os dois campos da legenda. Os dois peemedebistas fecharam neste fim de semana um acordo informal para que não haja interferências do campo nacional nas negociações realizadas pelo diretório paulista.

Aliado do governador José Serra (São Paulo) --um dos presidenciáveis tucanos--, Quércia trabalha para ampliar o número de diretórios resistentes à aliança com o PT.

Além de São Paulo, pelo menos Pernambuco, Paraná e Bahia também se mostraram inicialmente contra a aliança nacional do PMDB com o PT.

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Temer, por outro lado, corre contra o tempo para manter a maioria do PMDB, que neste momento defende a aliança com o PT, disposta a formalizar o apoio do partido publicamente até o fim do mês.

Segundo interlocutores de Temer, o acordo dos peemedebistas foi um "caminho natural" e também envolve o compromisso para a recondução do ex-governador à presidência do diretório paulista, em dezembro.

O presidente da Câmara teria costurado o entendimento depois de uma avaliação de que teria o apoio de 50% do diretório de São Paulo a favor do embarque na campanha da ministra Dilma.

O grupo pró-Serra aposta na queda da ministra nas pesquisas de intenção de voto, o que poderia rachar a legenda em 2010 em diversos Estados. Os dois partidos ainda enfrentam problemas em algumas localidades para selar a aliança --como na Bahia, onde o ministro peemedebista Geddel Vieira (Integração Nacional) quer disputar o governo conta o petista Jaques Wagner, atual governador.

O grupo pró-Dilma, por outro lado, diz ter apoio suficiente dentro do partido para avalizar a chapa com a petista. O presidente da Câmara é cotado para disputar a vice-presidência na chapa da ministra.

Comissão

Diante das resistências internas, PMDB e PT decidiram criar uma comissão integrada por dez petistas e dez peemedebistas para discutir, em vários encontros, possíveis soluções para os impasses estaduais à aliança nacional entre as duas legendas.

A comissão, no entanto, é formada apenas por peemedebistas que apoiam a candidatura de Dilma. O grupo pró-Serra acabou isolado dentro da legenda, tentando nos bastidores minar o pré-acordo firmado entre o PT e o PMDB.

Comentários dos leitores
Santos Júnior (327) 05/12/2009 22h19
Santos Júnior (327) 05/12/2009 22h19
Sr Cássio Tavares, enquanto os DEMs expulsam os corruptos do partido, o PT comemora seus 30 anos com a volta dos mensaleiros.Eu não tenho rabo preso com nenhum partido político, e para mim são tudo farinha do mesmo saco, mas da pra perceber uma mínima diferença?Um abraço! sem opinião
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Santos Júnior (327) 05/12/2009 19h20
Santos Júnior (327) 05/12/2009 19h20
Sr Cássio não é inventar, eu e muitos outros aqui gostaríamos de saber que tal de sucesso é esse rs.A educação continua péssima, a saúde pública nem se fala, continuamos pagando muitos impostos, e apesar da declaração de auto-suficiência em petróleo, a gasolina continua bem carinha e ainda o importamos...A vale nunca foi patrimônio do povo brasileiro.Depois que ela foi vendida eu não recebi a minha parte, o senhor recebeu a sua?Era uma empresa que estava a beira do colapso e que servia pra funcionário público preguiçoso apadrinhado com político ganhar dinheiro sem ao menos ir lá "bater o ponto".Veremos a vale agora se não gera mais lucros ao Brasil.Da mesma forma foi nos setores de telefonia, o sr se lembra o quanto era difícil uma linha telefônica em casa?E agora será que melhorou ou piorou?Quando a Petrobrás descobriu o petróleo abaixo desta camada "Pré-Sal" logicamente o governo fez mais que sua obrigação, investindo recursos para sua exploração e para a propaganda, é claro, em cima de tal descoberta, afinal não poderiam perder esta "boquinha".Isto não é factóide, é realidade.É só tentar discutir estes assuntos com aqueles que não recebem bolsa do governo e aí o senhor verá o que pensam.Um abraço! 3 opiniões
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Cassio Tavares (758) 05/12/2009 15h50
Cassio Tavares (758) 05/12/2009 15h50
O ex-presidente Fernando Henrique foi literalmente afastado de aparecer no programa do partido nessas 5ª feira. Se aparecer já seria desastroso, imagine só se ele resolvesse falar. Nem a pau Juvenal. O partido até que enfim deu uma dentro. Mas também com um cidadão que já havia dito assim : ESQUEÇAM DE TUDO QUE ESCREVI, o que ele falasse poderia ser altamente desastroso para o partido. Ué, e a Governadora Yeda Cruzius também não apareceu por motivos mais do que óbvios. Desse jeito não vai sobrar ninguém. E no Programa Café com Leite, foi elogio pra lá, elogio pra cá. Só lá na telinha viu, porque aqui fora a coisa está brava. Mas estão dizendo que o Kassab ( cá sabe alguma coisa ) está já soprando no pé do ouvido do governador : não entra nessa não Serra. Isso aí é gelada. Desembarca. Mas como vai dizer ao partido que vai preferir a reeleição ?. É um constrangimento enorme e que ele vai empurrando com a barriga até quando puder. E o mineirinho vai só solapando por trás. 5 opiniões
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