Oposição abandona CPI da Petrobras em crítica à suposta blindagem do governo
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A oposição vai anunciar nesta terça-feira o abandono em definitivo da CPI da Petrobras. Embora senadores governistas tenham marcado para amanhã o depoimento do presidente da estatal, Sérgio Gabrielli, parlamentares do DEM e PSDB se articulam para deixar a comissão sem participar do depoimento dele à comissão --no qual vai apresentar detalhes sobre a gestão da Petrobras.
Além de abandonar a CPI, a oposição vai encaminhar denúncias contra a estatal ao Ministério Público Federal. "Não há mais disposição de comparecer a sessão alguma dessa CPI. Amanhã vamos anunciar representações ao Ministério Público na linha de denúncia e farsa que se constituiu essa comissão", adiantou à Folha Online o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
A oposição acusa o governo de "blindar" as investigações, impedindo a aprovação de requerimentos de interesse do DEM e PSDB. Por esse motivo, os oposicionistas afirmam que não têm mais motivo para permanecer na comissão uma vez que não têm voz nas investigações.
"O governo desrespeitou a oposição, mas tenta desmoralizar um instituto fundamental ao parlamento que é a comissão parlamentar de inquérito. Não superamos nem a primeira etapa da CPI porque fomos impedidos", disse o tucano. Os senadores oposicionistas acusam o governo de impedir as investigações, marcando depoimentos de acordo com a sua conveniência.
A polêmica começou depois que o senador João Pedro (PT-AM), presidente da CPI, marcou o depoimento de um diretor da Petrobras há duas semanas sem o conhecimento da oposição --que reivindicava uma reunião administrativa para a análise de requerimentos. Ao lado do senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), Dias anunciou que não compactuaria com uma "farsa" e anunciou a saída da reunião.
A oposição se irritou mais ainda depois de constatar que o diretor Barbosa Filho, convidado para depor, enviou outros representantes da Petrobras no seu lugar para prestar esclarecimentos sobre a estatal.
Governistas
A base aliada governista, porém, promete dar prosseguimento às investigações na CPI da Petrobras mesmo se a oposição sacramentar a saída da comissão.
Relator da CPI, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) vem afirmando que os governistas têm número suficiente de parlamentares para aprovar o relatório final da CPI mesmo se o DEM ou o PSDB abandonarem a comissão.
Ao contrário do que afirma a oposição, Jucá disse na semana passada estar disposto a prosseguir com as investigações sobre a estatal. O relator afirmou que seus próximos passos na relatoria serão discutir, na comissão, temas como controle de patrocínios da estatal, mudanças na legislação para empresas mistas e o pré-sal.
Nos bastidores, no entanto, a oposição afirma que Jucá vai acelerar os trabalhos para encerrar as investigações na CPI da Petrobras o mais rápido possível. Dias afirmou que não há, da parte da oposição, preocupação com os rumos da CPI porque o governo não está disposto a incluir os pedidos do DEM e PSDB.
"O final foi escrito antes do seu início. Nós tentamos investigar, mas não nos deram oportunidade. A CPI foi a submissão absoluta ao Executivo", afirmou Dias.
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Especial


Parece ter atingido também à moderação em face à lentidão fora do comum na edição das opiniões. Talvez fosse conveniente, em respeito, se é que existe, ao participante um simples comunicado. A dúvida nunca foi boa conselheira; diversamente, é péssima. Mormente entre supostos parceiros envolvidos em um caso supostamente comum: informação.
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CPI da petrobrás não chegou a lugar nenhum, previsível a maioria é do pt ou tropa de choque, são ratos cuidando do queijo...
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-- o seu dinheiro é a nossa energia --
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Ali sempre foi um caso de polícia.
Aparelhamento partidário de uma empresa de capital misto, pública para todos os efeitos, com evidências de desvio da receita para fins eleitoreiros, seria mais do que o suficiente para uma intervenção.
Mas parece que nossa "justiça", nesse caso ao menos, prefere olhar para o outro lado.
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