Brasil
10/11/2009 - 14h11

Tarso diz que suspensão de Protógenes será decidida sob ótica técnica e jurídica

Publicidade

TATIANA SANTIAGO
da Folha Online

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse hoje que ainda não recebeu o parecer da Corregedoria da Polícia Federal que recomenda a suspensão, por 60 dias, do delegado Protógenes Queiroz. A recomendação foi tomada no processo disciplinar aberto contra Protógenes por participação de um comício eleitoral em Poços de Caldas (MG), em 2008.

Tarso negou que o caso tenha recebido tratamento político. "Esse é um caso comum na PF. Quem demite ou quem suspende, em última análise, é o ministro. Este caso não será tratado a partir de uma ótica política. Será tratado sob a ótica jurídica, técnica, e isenta. Sem qualquer envolvimento eleitoral, seja para prejudicar ou favorecer o delegado. É portanto um caso comum que vai ser desdobrado de maneira natural."

O ministro negou ainda que já exista um juízo de valor contra Protógenes nesse caso. "Não existe nenhuma inflexão, nenhum prejuízo a respeito desse assunto."

Ele afirmou que a decisão sobre a suspensão será tomada com cautela. E que se for preciso pedirá mais informações e diligências no caso.

Na semana passada, Protógenes disse que foi informado que seria "demitido" da PF. E se disse injustiçado pela instituição. "Vou recorrer à Justiça do meu país, porque eu ainda acredito na Justiça do Brasil. Ainda existem juízes dignos e honestos neste país. [...] Ainda que [a punição] seja de suspensão, é injusta. Eu não sou nenhum bandido. Ainda que fosse de suspensão, o ato seria indigno e injusto. Porque a prova é indigna e injusta", afirmou o delegado, que está afastado de suas funções.

O caso

Em 2008, Protógenes gravou depoimento em vídeo no qual manifestou "apoio e solidariedade" ao candidato Paulo Tadeu (PT) e pediu recursos para construção de uma delegacia da PF.

No ano passado, Protógenes também gravou depoimento para a campanha de Luciana Genro à Prefeitura de Porto Alegre. No programa, ele dizia que estava com Luciana Genro para que juntos possam "engrossar as fileiras do combate à corrupção com toda a população". Veja vídeo

Com Folha de S.Paulo

Comentários dos leitores
jeferson pereira maciel (1) 18/11/2009 19h57
jeferson pereira maciel (1) 18/11/2009 19h57
É uma falta de respeito com nos paraence o que o Bancario esta fazendo. nosso estado não deve se cala diante de tanta omilhação, temos que nos valorizar, somos pequenos diante dele mas somos capazes. sem opinião
avalie fechar
Comentarista Brasil (86) 17/11/2009 12h41
Comentarista Brasil (86) 17/11/2009 12h41
Em qualquer país decente do mundo um delegado como esse que foi afastado já estaria preso. Mas no Brasil parece que ele vai virar herói, no que depender, é claro, dos paladinos da moralidade (alheia, é claro). No mais, parabéns ao STF e ao CNJ, que têm corrigido os delírios de alguns juízes que ainda pensam ser deuses, mas estão aprendendo, em público e para o país todo ver, que manda quem pode e obedece quem tem juízo. É isso, simples assim, queiram ou não algumas viuvinhas. 12 opiniões
avalie fechar
odair medeiros (6) 11/11/2009 22h03
odair medeiros (6) 11/11/2009 22h03
Vergonha nacional um criminoso como Daniel Dantas recorrer ao Conselho Nacional de Justiça contra um magistrado! Esse criminoso já bagunçou a vida do delegado Protógenes Queirós. As autoridades se transformam, conforme a vontade de Dantas, em rés! Daqui a alguns meses, o Tarso Genro deixará o Ministério da Justiça, acredito que o Dantas possa substituí-lo, pois só ele está certo, os demais delegado, juiz estão errados! Eta república de banana! 10 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4921)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca